Desde a criação dos Consórcios Públicos de Saúde do Ceará nunca houve reajuste nos valores destinados à manutenção da Policlínica e do CEO. Os custos aumentaram ano após ano, mas o repasse permaneceu congelado.
Diante desse cenário, o governador Elmano de Freitas apresentou proposta concreta de recomposição financeira com aumento de 40% na parte do Estado e 20% na contrapartida dos municípios. A matéria foi levada à assembleia e colocada em votação.
Todos os prefeitos da região que compõe o consórcio votaram favoravelmente. Todos. Inclusive Betão de Martinópole e Jaime Veras de Barroquinha. Betinha foi a única que se absteve.
Alfinetada
Na prática, abstenção em uma votação dessa natureza significa não apoiar. Significa não assumir posição favorável. Significa não se comprometer com a pauta apresentada pelo governador.
O reajuste foi aprovado porque houve maioria, portanto sua decisão não altera o resultado final. O impacto é político.
Betinha ficou cristalinamente contra o aumento proposto por Elmano. Preferiu não se comprometer com a ampliação dos recursos destinados à assistência especializada de saúde. Enquanto os demais gestores entenderam a necessidade de fortalecer o financiamento da Policlínica e do CEO, ela optou por não acompanhar a proposta do Estado.
Em um momento em que se discutia reforço financeiro para garantir atendimento à população, a prefeita escolheu ficar à margem da decisão. E isso, politicamente, diz muito.
Alô Elmano.
Carlos Jardel

