A política de Sobral foi atingida nesta terça-feira (11) pela Operação Omertà, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), Polícia Federal e Ministério Público Eleitoral.
Os vereadores Carlos do Calisto, Mário Vitor e Junin do Povo tiveram a prisão preventiva decretada e foram afastados dos mandatos por 180 dias.
A operação investiga uma possível organização criminosa com atuação no processo eleitoral de Sobral. Entre os crimes apurados estão organização criminosa, domínio social estruturado, extorsão, corrupção eleitoral, impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral e lavagem de capitais.
Ao todo, foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão preventiva e cinco medidas de afastamento de cargos públicos.
Um advogado também está entre os alvos. Segundo a investigação, ele seria ligado ao núcleo de liderança e execução de ordens da estrutura investigada.
Celulares, documentos e outros materiais foram apreendidos. A Justiça também proibiu o contato entre investigados e testemunhas e determinou que a Câmara Municipal apresente a relação de ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratados temporários.
A investigação apura ainda a possível prática do chamado “pedágio eleitoral”, além de outras condutas relacionadas à interferência no processo eleitoral.
O caso tramita sob segredo de Justiça.
Os três vereadores são investigados e tiveram a prisão preventiva decretada, mas não foram condenados pelos crimes apurados.
Carlos Jardel
vis Donizete Arruda
