De acordo com a conversa obtida pelo Revista Camocim, o golpista entrou em contato informando que o processo havia sido finalizado com sucesso e que o professor teria direito a receber valores com juros e correções monetárias. Em seguida, passou a solicitar dados bancários e informou sobre supostos descontos, como honorários e imposto de renda.
O golpe se intensificou quando o criminoso alegou a necessidade de emissão de “certidões” para evitar a cobrança de 27,5% de imposto. Para isso, pediu o pagamento de R$ 2.998,90, afirmando se tratar de custos cartorários. Sem condições de pagar o valor integral, a vítima acabou transferindo cerca de R$ 1.500 após o golpista oferecer “ajuda” com parte da quantia.
Após o pagamento, novas desculpas surgiram, incluindo problemas no sistema e adiamento da liberação do dinheiro, prática comum nesse tipo de fraude para ganhar tempo e manter a vítima envolvida.
Especialistas alertam que tribunais e advogados não solicitam pagamentos antecipados para liberar valores de processos, muito menos por mensagens informais.
Os especialistas reforçam ainda a importância de desconfiar de contatos inesperados e sempre verificar a veracidade das informações diretamente com o advogado ou no site oficial do tribunal.
A orientação é que vítimas desse tipo de golpe registrem boletim de ocorrência e comuniquem imediatamente o banco para tentar reverter a transação.
Carlos Jardel


