A morte da servidora pública municipal Itelvina Monteiro, conhecida como Mocinha, não é apenas mais um caso policial. É um crime que abalou Camocim e exige resposta rápida, firme e transparente das autoridades.
Até agora, o que existe é revolta e muitas perguntas.
Mocinha desapareceu na noite de terça-feira (2) após sair, segundo informações apuradas, com um homem em uma motocicleta. Horas depois, conforme relatos de populares, o celular dela teria sido encontrado na região da Praia do Farol. Já na quarta-feira (03), o corpo foi localizado no bairro Tijuca, na entrada da cidade.
Informações preliminares apontam suspeita de violência no corpo da vítima, mas a confirmação oficial depende do trabalho pericial.
Uma fonte ligada à Polícia Civil informou ao Revista Camocim que nenhuma linha de investigação está descartada. Homicídio, feminicídio, violência sexual ou latrocínio estão entre as hipóteses analisadas.
É importante dizer que em casos como esse, o tempo joga contra a investigação. As primeiras horas são decisivas para coleta de imagens, localização de testemunhas, rastreamento de aparelhos, identificação dos últimos contatos e reconstrução dos passos da vítima.
Quem era o homem da motocicleta? Ele já foi identificado? Já prestou depoimento? Há imagens do trajeto? O celular encontrado passou por perícia?
A população tem razão em cobrar agilidade. Não por pressão vazia, mas porque crime sem resposta rápida costuma abrir espaço para boato, medo e sensação de impunidade.
Ninguém espera espetáculo policial. O que se espera é investigação séria, rapidez e informação.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre autoria ou motivação do crime. A investigação segue em andamento.
Carlos Jardel

