Caso de gato morto com explosivos durante festejos juninos é investigado no Ceará - Revista Camocim

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Caso de gato morto com explosivos durante festejos juninos é investigado no Ceará

 


Uma denúncia de maus-tratos contra um gato mobiliza a Polícia Civil no município de Assaré, na região do Cariri cearense. O caso ganhou repercussão após relatos de que o animal teria sido colocado dentro de uma caixa de papelão junto com fogos de artifício durante os festejos de São João.


Três crianças de 12 anos são apontadas como suspeitas de envolvimento no episódio. Em depoimento prestado na presença dos pais, elas negaram ter matado o animal e afirmaram que o gato já estava morto havia cerca de dois dias quando o encontraram no terreno.


A denúncia foi recebida por uma moradora do bairro José Dodô, que relatou que as crianças teriam colocado o gato na caixa e acendido os explosivos. O caso foi encaminhado ao coordenador de Proteção e Bem-Estar Animal de Assaré, Kaique Sampaio, e ao Instituto Placinho de Proteção Animal.


Segundo Kaique Sampaio, novas informações surgiram durante as investigações e, até o momento, não é possível confirmar como os fatos ocorreram. Ele ressaltou que a apuração policial será fundamental para esclarecer a dinâmica do caso.


“Ainda estamos aguardando uma apuração concreta da Polícia para saber exatamente o que aconteceu e qual é a versão verdadeira dos fatos”, afirmou.


Em nota, a Polícia Civil confirmou que investiga uma denúncia de maus-tratos contra um gato no município. Já o Instituto Placinho de Proteção Animal classificou o episódio como um ato de extrema crueldade e cobrou rigor na investigação.


“A violência contra animais não pode ser normalizada. É fundamental que os fatos sejam esclarecidos e que as medidas cabíveis sejam adotadas”, destacou a entidade.


O caso segue sob investigação e as autoridades buscam reunir elementos que permitam esclarecer se o animal morreu em decorrência da explosão ou se já estava morto antes da ação relatada na denúncia.


Carlos Jardel

via o POVO