Um perfil no Instagram, Diego Mota 448, que se apresenta como médico, publicou comentários atacando a saúde pública de Granja sem apresentar qualquer dado oficial que comprove o que afirmou.
Na postagem, o homem diz que ouviu dentro de um hospital em Camocim que o município de Granja teria enviado “mais de 20 pacientes” em um único dia. Sem mostrar números, relatórios, regulação ou qualquer documento, ainda debocha dos atendimentos ao afirmar que “até uma diarreia eles querem mandar”.
Em outro trecho, o suposto médico chega a afirmar que em Granja “nem saúde tem”, declaração que não condiz com a realidade. O município possui hospital, unidades básicas de saúde, equipes de atendimento e estrutura pública funcionando regularmente, apesar dos problemas e dificuldades comuns enfrentados pela maioria das cidades do interior.
A postura é grave. Primeiro porque espalha informação sem prova, tentando criar uma narrativa de caos absoluto na saúde pública do município. Segundo porque a fala parte de alguém que se apresenta publicamente como médico, o que aumenta ainda mais a responsabilidade sobre o que divulga.
O Código de Ética Médica exige responsabilidade nas declarações públicas, zelo pela verdade e respeito aos pacientes e instituições de saúde. Médico não pode usar a profissão para espalhar desinformação, criar pânico ou fazer acusações sem comprovação.
Outro ponto preocupante é o tom de deboche ao citar pacientes com diarreia, ignorando que esse tipo de quadro pode evoluir para situações graves dependendo da idade e das condições clínicas da pessoa.
Ao agir dessa forma, o autor do cometário se for realmente profissional da medicina pode, inclusive, ser alvo de representação no Conselho Regional de Medicina por possível conduta incompatível com a ética médica.
Caso não seja, poderá responder também por falsidade ideológica.
Carlos Jardel
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