Há quem goste do Réveillon de Camocim do jeito que está, com atividades privadas em bares, hotéis e restaurantes, barracas de praia e, de forma gratuita, na orla, sem programação oficial da Prefeitura, tudo acontecendo de maneira livre e espontânea. Ok. Eu também gosto.
No entanto, esse meu gostar se torna um tanto quanto egoísta quando penso como parte de um coletivo e para além do próprio umbigo. É preciso pensar Camocim como Camocim precisa ser pensada, como uma cidade com enorme potencial turístico e com muitos benefícios econômicos e sociais a serem explorados de forma planejada e responsável.
Nesse sentido, é necessário, sim, melhorar a infraestrutura urbana e organizar uma programação de Réveillon à altura do município, com shows gratuitos, boa estrutura de som, segurança, organização e ampla divulgação. De preferência, com eventos nas praias, valorizando aquilo que Camocim tem de mais forte.
Camocim tem praias belíssimas, lagoas, entre as melhores do Ceará, paisagens naturais únicas e uma localização estratégica. Precisa seguir o exemplo das principais potências turísticas litorâneas do estado, que entenderam que grandes eventos bem planejados movimentam a economia, geram emprego e renda, fortalecem o comércio local e projetam a cidade para além de suas fronteiras.
Tudo isso, inclusive, atende e agrada gregos e troianos. Camocim é uma cidade que tem espaço, e onde há espaço, há opções para todos os públicos. Quem gosta de festa vai para a festa. Quem prefere algo mais tranquilo continua indo para a orla, mantendo sua comemoração familiar, restrita e serena. Uma alternativa não exclui a outra.
Com planejamento e organização, é possível oferecer experiências diferentes convivendo de forma harmoniosa, sem impor um único modelo de celebração. É assim que funcionam as cidades turísticas maduras, respeitando preferências, ampliando escolhas e entendendo que turismo não é gasto , é desenvolvimento.
Sim. Sou a favor de banda na praça!
Carlos Jardel

