Homem que matou e decapitou funcionário do IJF em Fortaleza alega insanidade mental à Justiça - Revista Camocim

Clique na imagem e se inscreva no nosso canal


Clique na imagem e conheça nossos produtos e ofertas

Clique na imagem e conheça nossos produtos e ofertas


Clique na imagem e fale com a gente

Em Camocim, hospede-se nos hotéis Ilha Park e Ilha Praia Hotel. Clique na imagem e faça sua reserva




quarta-feira, 29 de maio de 2024

Homem que matou e decapitou funcionário do IJF em Fortaleza alega insanidade mental à Justiça



O cozinheiro e motociclista de aplicativo Francisco Aurélio Rodrigues de Lima, de 41 anos, acusado de matar e decapitar o funcionário do Instituto Doutor José Frota (IJF), Francisco Mizael Souza da Silva, dentro do hospital, em Fortaleza, alegou à Justiça Estadual que sofre de insanidade mental. Ele já foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelo crime e segue preso.


Conforme documentos obtidos pelo Diário do Nordeste, a defesa de Francisco Aurélio ingressou com um Incidente de Insanidade Mental, na 2ª Vara do Júri de Fortaleza, na última quarta-feira (22), no qual pede a suspensão do processo criminal para a saúde mental do preso ser avaliada. Com o Incidente, o réu pode ser considerado inimputável (ou seja, a Justiça pode considerar que ele não pode ser condenado à prisão, em razão de doença mental).


No pedido, a advogada alega que o cliente apresentou "surtos psicóticos, discursos persecutórios, atendimentos psiquiátricos com uso inclusive de medicações psicotrópicas", no presídio em que se encontra, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), motivos pelos quais precisou ser encaminhado para o Hospital Mental de Messejana.


"Um ponto relevante que fez com que esta defesa instaurasse este incidente de insanidade mental é devido às circunstâncias do fato delituoso. Pois possivelmente o crime teria sido motivado por ideações que o Requerente tinha de que supostamente a sua ex-companheira estaria tendo um relacionamento com a vítima e que os funcionários do IJF desdenhavam do mesmo devido a tal circunstância, tudo isso com claras 'manias de perseguição' antes mesmo do fato delituoso", justifica a defesa.


Ainda para a defesa, "através do exame de higidez mental, qualquer forma de distúrbio mental, poderá ser estudada e indicada pelo perito designado para o exame. Para que se verifique, portanto, se ao tempo da ação o acusado possuía - ou não - capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com tal entendimento, é imprescindível a instauração do presente Incidente de Insanidade Mental com vistas à realização de perícia especializada".


Na última quinta (23), a 2ª Vara do Júri concedeu vistas do pedido da defesa ao Ministério Público do Ceará, para se manifestar acerca do pedido de instauração de Incidente de Insanidade Mental, no prazo de 5 dias. O parecer do MPCE ainda não foi protocolado, até a publicação desta matéria.


ACUSAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO


Conforme o pedido da defesa, Francisco Aurélio Rodrigues de Lima foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e meio cruel) e por tentativa de homicídio duplamente qualificado (por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) - já que outro funcionário do IJF ficou ferido, na ação criminosa. O processo criminal tramita sob sigilo.


Francisco Aurélio foi preso em flagrante, na tarde de 23 de abril deste ano, horas depois de matar e decapitar Francisco Mizael Souza da Silva, na cozinha do Instituto Doutor José Frota, no Centro de Fortaleza. A prisão preventiva do suspeito foi decretada pela 17ª Vara Criminal de Fortaleza, no dia seguinte.


Conforme a Polícia, Francisco Aurélio baleou e decapitou a vítima na cozinha da unidade de saúde, motivado por ciúmes, pois a namorada do suspeito também trabalhava no hospital. Um zelador do hospital também foi baleado de raspão no braço, na ação criminosa, e precisou passar por cirurgia, mas está bem.


Em depoimento à Polícia, a mulher confirmou que mantinha um relacionamento com Francisco Aurélio há cerca de um ano e meio e que ele sentia ciúmes dela não só com a vítima, como também com outros funcionários do IJF.


Diário do Nordeste