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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Polícia identifica em relatório quem são os manifestantes em atos no CE contra resultado da eleição



A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) monitorou e acompanhou pelo menos cinco atos no Ceará protagonizados por manifestantes que não concordam com o resultado da eleição para presidente do Brasil. O relatório foi encaminhado Supremo Tribunal Federal (STF) e aponta que dentre os envolvidos nas manifestações estariam empresários e policiais estaduais.


A Coordenadoria de Inteligência (Coin), da SSPDS-CE, infiltrou agentes nos atos, mas não identificou lideranças. Foi possível saber quem eram os participantes devido às placas dos carros utilizados pelos manifestantes. 


Os carros tinham como proprietários diversos empresários (de ramos como o agrícola, a construção civil, vestuários e restaurantes), um policial penal e um policial militar do Ceará.


Em Fortaleza, foram dois atos: paralisação da BR-116, no Km 15, no dia 1º de novembro último; e manifestação no Comando da 10ª Região Militar, no Centro, nos dias 2 e 3 deste mês.


No Interior, as manifestações ocorreram na BR-222, Km 317, no Município de Tianguá, no dia 1º de novembro; na Praça do Giradouro, em Juazeiro do Norte, no dia 2; e na Rua Coronel Alexandrino, em Aracati, também no dia 2.


21pessoas físicas ou jurídicas, pelo menos, foram identificadas entre os manifestantes. Entretanto, a Coin afirmou que não foi possível identificar lideranças no movimento.


"Informo que nossos policiais militares estão estrategicamente posicionados, com vistas a garantir a paz e a tranquilidade pública de todas as pessoas que trabalham e transitam naquela região", disse a Polícia Militar em trecho de um ofício enviado ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.


No documento, os investigadores afirmam que os atos antidemocráticos continuaram no Comando da 10ª Região Militar, em Fortaleza, até o dia 6 deste mês, com uma maior adesão de manifestantes, o que prejudicou o trânsito na região.


Questionada sobre o documento, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou, por nota, que "não comenta sobre relatórios de inteligência".


O relatório da Coin foi enviado ao STF no último dia 10 de novembro.


Até esta quinta-feira (17), o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de contas ligadas a 43 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de ligação com manifestações que questionam o resultado das eleições, em todo o Brasil.


Diário do Nordeste