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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Covid: com leve aumento de casos, CE recebe vacinas para bebês de 6 meses a 2 anos com comorbidades



O Ceará recebeu, na última quinta-feira (10), o primeiro lote de 45 mil vacinas da marca Pfizer exclusiva para crianças de 6 meses a 2 anos de idade. Esse grupo foi o último a ser liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e aguardava a chegada de imunizantes há quase dois meses. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).


Seguindo recomendação do Ministério da Saúde, apenas crianças com comorbidades deverão ser beneficiadas neste primeiro momento. A equipe técnica da Agência explicou que as informações estudadas e avaliadas por cerca de um mês indicam que “a vacina é segura e eficaz” para crianças entre 6 meses e 4 anos de idade. 


A novidade ocorre durante um cenário de alerta: após um longo período de baixa, o Ceará vem tendo aumento sutil de novos casos de Covid-19 há quatro semanas, ao mesmo tempo em que registra crescimento na positividade de testes para a doença entre a população geral.


Na semana passada, foram confirmados 164 casos. No período imediatamente anterior, foram 70. Os dados são da plataforma IntegraSUS, da Sesa, e estão sujeitos a alterações conforme mais diagnósticos sejam liberados.


Além disso, atendimentos relacionados à Covid em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza também crescem há 3 semanas. Na semana passada, foram 1.148, contra 936 da semana anterior.


Contudo, para o médico João Cláudio Jacó, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações no Ceará (SBIm-CE), esses números podem ser maiores devido a um relaxamento das medidas de proteção contra a doença. “Não há dúvida que deve existir um grande número de subnotificações, principalmente entre crianças”, aponta.


Estamos observando um aumento do número de casos da doença. Precisamos manter a vigilância e monitoramento pois é importante para que, baseados no cenário epidemiológico, possamos definir as melhores condutas em relação às medidas sociais a voltar a adotar, caso necessário.

JOÃO CLÁUDIO JACÓ

Vice-presidente da Sbim-CE


Embora os números fiquem bem abaixo dos registrados em períodos anteriores, os especialistas ouvidos pelo Diário do Nordeste já relatam o risco de uma quinta onda de infecções no Estado, devido à propagação da nova subvariante BQ.1 da Ômicron.

Como mutações do vírus podem escapar à proteção da vacina, a situação preocupa especialmente quem ainda não recebeu nenhuma dose. É o caso das crianças de 6 meses a 3 anos incompletos, que em 16 de setembro foram liberadas pela Anvisa. Só depois de quase dois meses após a liberação é que as vacinas pediátricas começarão a ser distribuídas. 


314.481 crianças dessa faixa etária devem ser vacinadas no Ceará, segundo projeção do Ministério da Saúde informada pela Sesa.


COMO SERÁ A VACINAÇÃO NO CEARÁ?


De acordo com a Secretaria Estadual, o esquema infantil de 6 meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias será em três doses. O intervalo entre a D1 e D2 é de quatro semanas, e entre a D2 e D3 é de oito semanas. 


“Não há necessidade de cadastramento no Saúde Digital”, afirma a Sesa. 


Contudo, será necessário fazer a comprovação da condição de saúde na sala de vacinação. Inicialmente, serão vacinadas crianças com as seguintes comorbidades:  


  • Diabetes mellitus
  • Pneumopatias crônicas graves
  • Hipertensão Arterial Resistente (HAR)
  • Hipertensão arterial estágio 3
  • Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo
  • Doenças cardiovasculares
  • Doenças neurológicas crônicas
  • Doença renal crônica, Imunocomprometidos
  • Hemoglobinopatias graves
  • Obesidade mórbida
  • Síndrome de Down
  • Cirrose hepática

A Pasta disse que conclui, “nos próximos dias”, treinamento dos profissionais de saúde que vão atuar na vacinação em todos os 184 municípios. Em seguida, inicia a imunização desse público.


“Embora as crianças apresentem índices menores de complicações do que indivíduos em faixas etárias mais avançadas, a carga geral da doença e suas complicações continua sendo bem impactante para elas”, observa João Cláudio Jacó, também pediatra.


O médico reforça que a vacinação contra a Covid-19 nas crianças apresenta baixo índice de adesão, “apesar de serem seguras e eficazes na prevenção de quadros mais graves”.  


“Neste momento, onde observamos novo aumento de casos da doença, precisamos reforçar a necessidade de imunizar nossas crianças com as vacinas já disponíveis para cada faixa etária, bem como cobrar a disponibilidade nos postos de saúde de produto já também licenciado para faixa etária entre 6 meses e 4 anos de idade”, indica o médico.


AMPLIAÇÃO EM DISCUSSÃO


O primeiro lote das novas vacinas pediátricas chegou ao Brasil há duas semanas e passou por um processo de avaliação e controle de qualidade, segundo o Ministério da Saúde. Até o momento, não há perspectiva para a vacinação de crianças sem comorbidades.


“Com o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), a possibilidade de ampliação das doses para as crianças nessa faixa etária sem comorbidades deverá ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)”, disse.


Também não há previsão para a aplicação de uma quinta dose da vacina para a população do Ceará em geral, de acordo com a Sesa.


QUANTAS VACINAS CADA ESTADO RECEBERÁ?


Na última quinta-feira (10), o Ministério da Saúde começou a distribuição de 1 milhão de vacinas pediátricas contra a Covid-19. Confira abaixo quantas doses cada Estado receberá, de acordo com a Pasta: 



  • Acre: 3,3 mil
  • Alagoas: 17,1 mil
  • Amazonas: 28 mil
  • Amapá: 5,5 mil
  • Bahia: 70 mil;
  • Ceará: 45 mil;
  • Distrito Federal: 14,4 mil;
  • Espírito Santo: 13 mil;
  • Goiás: 35 mil;
  • Maranhão: 40 mil;
  • Minas Gerais: 95 mil;
  • Mato Grosso do Sul: 15 mil;
  • Mato Grosso: 19,4 mil;
  • Pará: 50 mil;
  • Paraíba: 15 mil;
  • Pernambuco: 47 mil;
  • Piauí: 16,1 mil;
  • Paraná: 53,6 mil;
  • Rio de Janeiro: 76 mil;
  • Rio Grande do Norte: 17 mil;
  • Rondônia: 10 mil;
  • Roraima: 7 mil;
  • Rio Grande do Sul: 48 mil;
  • Santa Catarina: 34 mil;
  • Sergipe: 12,2 mil;
  • São Paulo: 206,3 mil;
  • Tocantins: 9 mil.


Diário do Nordeste