Debate presidencial da Globo: veja como foi o último confronto entre Lula e Bolsonaro - Revista Camocim

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sábado, 29 de outubro de 2022

Debate presidencial da Globo: veja como foi o último confronto entre Lula e Bolsonaro



A dois dias do segundo turno das eleições, o último debate entre os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) teve momentos de tensão e fortes embates. O confronto, na noite desta sexta-feira (28), foi promovido pela TV Globo e mediado pelo apresentador William Bonner.


Foram diversas as trocas de ataques entre os candidatos, durante perguntas e respostas sobre temáticas como corrupção, criação de emprego, a pandemia de Covid-19 e insegurança alimentar. Além de citação de casos específicos como os julgamentos de Lula na Justiça, a compra de Viagra pelas Forças Armadas e, mais recentemente, os tiros disparados por Roberto Jefferson (PTB) contra a Polícia Federal.


Veja alguns dos destaques do último debate do segundo turno.


SALÁRIO MÍNIMO E DIREITOS TRABALHISTAS


Quando a pauta foi o salário mínimo e outros direitos trabalhistas, o atual chefe do Executivo acusou a campanha do petista de produzir fake news para dizer que ele acabaria com o 13º salário, as férias e as horas extras dos trabalhadores.


"Nós concedemos reajuste ao salário mínimo no mínimo pela inflação", afirmou Bolsonaro, sobre um dos principais desgastes de sua campanha na última semana. No debate, o atual presidente culpou a pandemia e a guerra da Ucrânia pelo fato de não ter concedido mais benefícios - e prometeu um salário mínimo de R$ 1,4 mil caso eleito.


Lula evitou responder pelos materiais divulgados pela campanha, chegando a afirmar que não assiste televisão porque está "nas ruas", e se limitou a dizer que Bolsonaro é "mentiroso" - em resposta às reiteradas falas de Bolsonaro sobre Lula "mentir".


Em clima tenso, Lula ironizou as falas do oponente em diversos momento. "Sugiro que a Globo dê uma água para ele no intervalo", disse. "Será que vou ter que dar uma exorcizada em você", retrucou Bolsonaro.


RESPOSTA DE BONNER


Citado por Bolsonaro no primeiro bloco, o apresentador William Bonner se pronunciou. "Você dizer que foi absolvido? Só se for pelo Bonner. Acho que o Bonner vai ser indicado para um hipotético governo teu para ser ministro do STF", disse o atual presidente.


Bonner rebateu, dizendo que, na sabatina com Lula durante o Jornal Nacional, afirmou que o petista não deve nada à Justiça. "Eu de fato disse que o candidato Lula não deve nada à Justiça, mas como jornalista, eu não tiro coisas da minha cabeça, eu disse isso fundamentado", afirmou o jornalista.


ICMS

Bolsonaro defendeu a medida aprovada durante sua gestão para redução dos combustíveis e acusou os partidos de esquerda de terem votado contra a medida. "Nós não demos canetada para baixar preço dos combustíveis como eles faziam no passado", provocou Bolsonaro, ao citar o alto endividamento da Petrobras durante as gestões PT.


Em resposta, Lula acusou o adversário de ter reduzido o ICMS dos estados sobre combustíveis "por covardia". Ele disse que Bolsonaro não teve coragem de "dar uma canetada" nos preços das estatais por medo dos acionistas. "Ele poderia ter feito isso reduzido preços dos combustíveis sem quebrar os Estados", disse.


COMBATE À POBREZA 


Em embate sobre o “combate à pobreza”, Lula relembrou que durante o governo petista, houve uma série de políticas públicas que fez o Brasil ser exemplo no mundo de políticas sociais.  


Além disso, reforçou que o Brasil saiu do mapa da fome e que as pessoas tinham poder de compras. Porém, citando dados da Folha de S.Paulo, afirmou que a problemática retornou na gestão de Jair Bolsonaro, sendo mais de 24 milhões de brasileiros com instabilidade alimentar, segundo o jornal. “Quando o presidente vai resolver esse assunto?”, perguntou.  


Durante a resposta, Bolsonaro justificou que o governo dele passou por uma pandemia que teve impactos econômicos, mas que, apesar disso, ele ainda conseguiu atuar para combater o problema. O candidato do PL apresentou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para reforçar a declaração. 


Dentre uma das políticas sociais adotadas pela atual gestão federal, Bolsonaro citou o Auxílio Brasil, dizendo que disponibiliza R$ 600 para quem está passando fome.


RESPEITO À CONSTITUIÇÃO


Discutindo a temática "respeito de Constituição", escolhida por Jair Bolsonaro, os candidatos mantiveram a troca de ofensas. O atual presidente alegou que atua "dentro das quatro linhas", defendeu a liberdade de expressão e acusou o adversário de não respeitar as normas jurídicas ao "defender a invasão de propriedades" e usar assentados "para levar terror ao campo".


O petista rebateu, afirmando que Bolsonaro ataca ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ofende diversas pessoas. E defendeu o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST): "Essa gente está produzindo muito para o Brasil”.


VACINAS, MAIS MÉDICOS E VIAGRA


Em embate sobre saúde, Lula questionou Bolsonaro sobre a vacinação contra a Covid-19 no País e a gestão durante a pandemia.


Bolsonaro afirmou que comprou 500 milhões de dólares em vacinas e voltou a falar sobre corrupção, alegando que seu governo equipou unidades de saúde pelo País. "Se você tomou a vacina, agradeça a mim", ironizou o presidente.


Em outro momento, Bolsonaro citou o programa Mais Médicos, levantando dúvida sobre a capacidade dos médicos cubanos - tema recorrente ainda na criação do programa, em 2013. "O pessoal não entendia nada, estavam aqui para ganhar dinheiro para Cuba", disse o presidente. Lula, por sua vez, disse que o programa foi exitoso, chegando a diversos municípios brasileiros.


Em outro momento de tensão, o ex-presidente Lula pediu que Bolsonaro explicasse sobre a compra de comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas. "Essa eu quero ver você responder. Explica", disse o candidato.


Bolsonaro afirmou que o Viagra é usado para tratamento de próstata e ainda questionou: "Você usa Viagra?".


MEIO AMBIENTE


Lula começou a rodada sobre Meio Ambiente pautando a questão climática e o desmatamento da Floresta Amazônica. Bolsonaro voltou a afirmar que, durante os quatro anos do governo do petista, foi registrado o dobro do desmatamento do que na dele, que começou em 2019.


Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre os três primeiros anos da gestão petista (2003 a 2006), a área total de floresta destruída realmente foi maior em comparação ao registrado, no mesmo período, do atual governo (2019 a 2021). No entanto, ao longo de todo o governo de Lula, houve queda de 67% no desmatamento da Amazônia, enquanto no de Bolsonaro ocorreu crescimento de 73%, conforme informações da BBC News Brasil. 


Bolsonaro citou o investimento no agronegócio e em geração de energia limpa. Lula, por sua vez, apontou que as primeiras usinas eólicas foram criadas em gestões petistas.


CRIAÇÃO DE EMPREGOS


Em discussão sobre a “criação de empregos”, temática escolhida por Bolsonaro no quarto bloco, o candidato do PL disse que o governo dele registrou aumento no número de brasileiros empregados, enquanto houve uma queda na quantidade de empregos ao final da gestão do PT. 


O candidato ainda acrescentou que a economia será um dos principais pontos de uma possível nova gestão. Conforme Bolsonaro, o Brasil deve se tornar uma das melhores economia do mundo, superando o crescimento da China. “Estamos prontos para decolar, fazer do Brasil uma grande nação na economia”. 


Lula, por sua vez, apontou que a forma de medir emprego foi modificada entre a gestão dele e a de Bolsonaro. “Eles mudaram a lógica da medição de emprego, colocaram o MEI como se fosse emprego. No meu tempo, era carteira profissional assinada. Agora colocaram trabalho eventual, informal”, defendeu.  


O petista disse que pretende viajar para estreitar laços com outros países caso seja eleito. E disse que irá se reunir com governadores e prefeitos para estabelecer um programa de desenvolvimento para o País.


SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES


O segundo turno das eleições ocorre neste domingo (30). Das 8h às 17h, eleitores vão às urnas escolher o próximo presidente e, em 12 estados, os novos governadores.


Todas as cidades seguem o horário de Brasília, independentemente do fuso-horário. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga, a partir das 17h, os resultados das eleições.


Já em relação ao salário mínimo, respondeu que durante o governo petista houve um aumento percentual superior ao aumento da inflação.  


Diário do Nordeste