Vereadores da prefeita aprovam reajuste de 12% de "desvalorização" dos guardas municipais e agentes de trânsito. - Revista Camocim

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Vereadores da prefeita aprovam reajuste de 12% de "desvalorização" dos guardas municipais e agentes de trânsito.



Hoje (09), mais cedo, foi aprovado na Câmara Municipal  o reajuste salarial de 12% para os guardas civis e agentes de trânsito de Camocim, isso após 6 anos sem reajuste. O fato significa dizer que foram 12% de DESVALORIZAÇÃO porque os profissionais municipais da segurança pública lutavam por 25% ou 30%  para se manterem recebendo o teto histórico de um salário mínimo e meio. 


O vereador Emanuel Vieira, um dos líderes da prefeita, durante a sessão, disse que a Guarda Municipal de Camocim só ganhou um salário e meio no ano de 2015. Foi uma informação MENTIROSA! No dia 17 de maio de 2002, o então prefeito Sérgio Aguiar anunciou de surpresa, no ato da formatura da primeira turma, um reajuste que elevava o vencimento da categoria de um salário para um salário e meio. Desde então a categoria ficou recebendo tal valor como salário base. E todas as gestões que governaram o município, posteriormente, tiveram o compromisso de manter este teto. 


Se o nobre vereador Emanuel Vieira queria discutir o projeto, por quê não chamou o representante sindical da categoria? 


— Lembrando: o Guarda Municipal Arlis Barros havia solicitado o uso da tribuna para discutir o projeto com os vereadores, porém, a presidência da "casa do povo" lhe  negou  o direito. 


Emanuel Vieira disse também que o município de Camocim não pode conceder reajuste além dos 12%.  E aqui cabe questionar:  por que a prefeita não chamou a categoria para conversar, antes de enviar o projeto à câmara municipal? 


A verdade é que a Betinha, blindada pelos  empurrou este projeto de goela a baixo, sem qualquer diálogo com a categoria, nem ao menos para explanar a realidade financeira do município. 


Fato: a chefe do executivo municipal sempre recusou qualquer conversa com a categoria, quando procurada.


Os vereadores da oposição se abstiveram da votação, por não concordarem com o injusto reajuste.


Carlos Jardel