Entregador que se envolveu em acidente de trânsito com a camocinense Ângela Bessa não tem habilitação e motos estão com documentações atrasadas - Revista Camocim

















segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Entregador que se envolveu em acidente de trânsito com a camocinense Ângela Bessa não tem habilitação e motos estão com documentações atrasadas

Por que lanchonetes e pizzarias aceitam entregadores desabilitados? 




De acordo com informações repassadas ao blog pela Superintendência de Trânsito de Camocim, referente ao acidente ocorrido no dia 21, que deixou a camocinense Ângela Bessa em estado grave, se recuperando em uma UTI de Sobral, o condutor  da moto que colidiu, que trabalha como entregador de pizza,  trafegava na via preferencial, no entanto, ele não possui Carteira Nacional de Habilitação - CNH e a moto conduzida por ele estava com a documentação atrasada. Já a Ângela possui CNH, mas sua moto também estava com a documentação em atraso. Os veículos foram recolhidos ao Pátio da Sede da Superintendência Trânsito. 


Leia: Camocinense Ângela Bessa sofre grave acidente de trânsito e encontra-se internada em um leito de UTI de Sobral


Vou me deter sobre algumas questões que normalmente ficam por trás de episódios desta natureza e que poucos tem coragem de tratar. Ficam por trás, mas que possuem uma relação umbilical com a tragédia. Segue algumas considerações: 


1 - O entregador - que não teve revelado o nome e nem o estabelecimento para quem trabalha - estava inegavelmente na labuta pela sobrevivência. Não que esse fato por si só retire qualquer tipo de culpa, mas, na conjuntura de desemprego ma qual estamos atolados, a intenção de trabalhar precisa ser minimante um fator a ser respeitado. E respeitar, aqui, no caso especifico, não significa passar a mão na cabeça para os erros cometidos, ou dizer que não houve culpados. Lógico que existem culpados e uma gravíssima infração que  precisa ser tratada com os rigores necessários e com a posterior punição, conforme as leis. Respeitar aqui significa entender que o rapaz não estava drogado, alcoolizado e farreando em cima da  moto, como ocorre com vários delinquentes de finais de semana, pilotando em alta velocidade, com descargas alteradas numa calara ameaça a integridade física das pessoas. 


2 - Por outro lado, não dá pra negar que existem "entregadores e entregadores". Dentre eles, os que, por exemplo, habilitados ou não, agem com a mesma delinquência dos marginais, desrespeitando as sinalizações e as vias preferenciais. Esses, juntamente com os donos dos estabelecimentos para quem trabalham, são irresponsáveis a serem detidos pelas autoridades de Camocim.


3 - É simples: desabilitados não podem trabalhar como entregadores. E donos de lanchonetes, pizzarias e restaurantes não podem colocar esse povo pra trabalhar. É lei! 


E mais: os donos dos estabelecimentos não podem sufocar os entregadores, mesmo os habilitados, ao ponto de exigirem "rapidez irresponsável" nas entregas. Pelo contrário, deveriam colocar pra fora os que aceleram contra as leis de trânsito.  O correto é colocar motoristas profissionais!  


4 - Ainda falando em desrespeito:  quem coloca pessoas desabilitadas  para o serviço de entregador, não respeita o trabalhador - haja vista que paga merreca, ignora leis trabalhistas e exige agilidade criminosa - não respeita sua clientela, não respeitas as leis de trânsito e não respeita a população. São estupidamente ambiciosos, gananciosos, egoístas e avarentos, que se escancham numa máxima mentirosa, que todo mal elemento travestido de bom cidadão, diz: " Eu gero emprego e renda", quando na realidade não passam de aproveitadores da pobreza e do desemprego. 


5 - Ocorre que na  hora de um acidente grave, como esse que estamos tratando, esses elementos, donos desses referidos estabelecimentos,  tiram os seus "fiofós" da reta, deixam na mão os entregadores, que além de correrem o risco de matar e morrer num acidente de trânsito, ainda podem ser responsabilizados criminalmente.  


Carlos Jardel 

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