Apenas 15% dos profissionais de educação do Ceará estão com vacinação completa contra a Covid-19 - Revista Camocim















quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Apenas 15% dos profissionais de educação do Ceará estão com vacinação completa contra a Covid-19



Até o último domingo (8), apenas 15,35% dos trabalhadores de escolas públicas e privadas do Ceará receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19. Eles começaram a ser imunizados no dia 29 de maio e, pelo prazo máximo recomendado, têm entre agosto e setembro para concluírem o esquema.


Ao todo, 175.528 profissionais do Ensino Básico (da creche ao Ensino Médio) e do Ensino Superior (universidades) receberam a primeira dose, mas só 26.949 tomaram a D2 ou a dose única da Janssen. As informações foram colhidas no vacinômetro estadual divulgado na última segunda (9).


A maior parte dos vacinados está no Ensino Básico, com 159.764 vacinados com D1 e 24.679 com o esquema completo (15,45%). Já no Ensino Superior, foram 15.764 vacinados com a primeira dose e 2.270 com D2 e DU - o equivalente a 14,40% do total.


Quando anunciou o início da vacinação do grupo, o governador Camilo Santana apontou que seria a melhor forma de “garantirmos mais segurança no retorno às aulas presenciais em todas as séries”, previstas para retornarem neste segundo semestre do ano.


Confira as cidades cearenses com mais profissionais com o esquema vacinal completo:


  • Fortaleza - 18.706
  • Caucaia - 1.643
  • Sobral - 1.157
  • Canindé - 936
  • Ubajara - 695
  • Crato - 515

Chama atenção que, dos 184 municípios do Estado, 114 (62%) não forneceram informações ao vacinômetro estadual sobre a aplicação de D2 ou dose única em professores. Outros 48 têm menos de 50 profissionais com o esquema completo.


PRIORIDADE PARA O RETORNO


Anízio Melo, presidente do Sindicato Apeoc, reitera que a imunização total dos professores é condição prioritária para o retorno presencial, ao lado da preparação estrutural e tecnológica para a adoção do sistema híbrido de ensino e da garantia de equipamentos de proteção individual (EPIs).


Esperamos que o Governo Federal e o Governo Estadual possam acelerar esse processo, colocando agosto e setembro como centro. A pressão social pela presença na escola não pode ser colocada em detrimento da vida e tranquilidade dos profissionais, nem a escola deve se tornar ponto de proliferação da doença.

O representante afirma que o Sindicato tem pressionado autoridades para facilitar o acesso à segunda dose, mas reconhece que há um problema complexo na aquisição de vacinas por parte do Governo Federal. “Tendo vacina, isso poderia ser feito em 10 dias”, projeta. Continue lendo direto na fonte DIÁRIO DO NORDESTE

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