Mesmo com pandemia, comércio prevê alta de 8% em vendas da Black Friday - Revista Camocim

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Mesmo com pandemia, comércio prevê alta de 8% em vendas da Black Friday

Já parte do calendário do comércio brasileiro, a Black Friday é uma das principais datas para o varejo em volume de vendas e faturamento. Com a pandemia do novo coronavírus, no entanto, o mercado está indo além dos tradicionais descontos para garantir os bons resultados, projetados para superar em até 8% a edição do ano passado. A data é celebrada na próxima sexta-feira (28), mas muitas empresas já estão antecipando as promoções.

O consultor de empresas e professor da Faculdade CDL, Christian Avesque, aponta que há dois fatores favoráveis este ano, apesar do contexto geral da economia. O primeiro é o auxílio emergencial pago às famílias e empresas para minimizar os impactos da paralisação das atividades. O segundo é a reativação do consumo básico pelas famílias a partir, principalmente, de setembro. “Nós achávamos que esse consumo continuaria travado durante todo o ano. O ponto negativo são os altos índices de desemprego e endividamento e a baixa confiança do consumidor”, pondera.

Para driblar as adversidades, ele recomenda sete estratégias que as empresas varejistas devem utilizar para assegurar as vendas na data e que vêm demonstrando resultados para aquelas que já as adotaram. Segundo Avesque, uma das principais ações são os descontos progressivos por volumetria – estratégia em que se dá um desconto de 10% na compra de dois itens e de 30% na aquisição de cinco, por exemplo. Ele explica que esse tipo de atrativo diminui o freio de compra. 

“A segunda é o frete gratuito e cashback em dobro. De cada dez empresas varejistas, nove estão fazendo isso determinando um dia ou uma semana em que esses benefícios são válidos”, detalha. Em terceiro, estão os vouchers-presente para familiares e amigos em compras acima de determinado valor. “Isso é muito comum no Canadá, por exemplo, e garante compras futuras, em janeiro e fevereiro”, acrescenta. 

Informações do Diário do Nordeste.

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