CEARÁ TEM O PIOR NOVEMBRO DESDE 2003 PARA O DESEMPREGO - Revista Camocim

sábado, 19 de dezembro de 2015

CEARÁ TEM O PIOR NOVEMBRO DESDE 2003 PARA O DESEMPREGO

O Ceará teve, no mês passado, o pior novembro desde 2003 em termos de desemprego. Houve perda de 3.919 postos de trabalho celetistas. Nos 11 meses de 2015, o Estado anota queda de 22.891 empregos. O saldo também é negativo nos últimos 12 meses (-28.145 postos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No Estado, o resultado mensal negativo foi puxado pela redução do emprego principalmente no setor da indústria de transformação (-2.564 postos), e construção civil (-2.381 postos). Entre os setores apenas o comércio, com 2.541 postos, registrou saldo positivo. A redução do emprego formal na Região Metropolitana de Fortaleza foi de 1.992 empregos.

Com contratações menores no comércio, o Brasil perdeu 130,6 mil vagas de trabalho com carteira assinada em novembro, mês que é tradicionalmente impulsionado pelas vendas de Natal.

São 945.363 postos a menos em 2015. Em 12 meses, a redução foi de 1,527 milhão de vagas de trabalho formais.

O comércio foi o único setor que abriu mais postos do que fechou em novembro. O saldo de 52.592 vagas formais equivale, no entanto, a só a metade do que foi atingido pelo comércio no mesmo mês de 2014.

E se perde em meio ao saldo negativo de 183.348 vagas em um período de 12 meses terminado em novembro.

Como o Caged registra apenas as vagas com carteira assinada, não são consideradas as contratações temporárias, comuns para o período.

Com as demissões superando contratações em 32.291 vagas, São Paulo foi no mês o Estado que mais contribuiu para o saldo negativo.

Ele é seguido por Minas (-18.734), Goiás (-11.905) e Pará (-7.490). Alagoas foi o Estado com o maior saldo positivo, com as admissões superando as demissões em 3.140 vagas.

A indústria de transformação foi o setor que mais demitiu em números absolutos. Em novembro, foram 77.341 vagas, o que contribuiu para que a indústria também tenha o maior saldo negativo em 12 meses, com 414.075 vagas fechadas.

Ministério do Trabalho

O Ministério do Trabalho avalia que houve desaceleração no ritmo de queda de postos ocupados no mercado de trabalho brasileiro. Em outubro, o número de empregos havia decrescido 0,42% (169.131 postos a menos), em relação a setembro.

“Este comportamento pode ser justificado em razão, fundamentalmente, do desempenho do setor comércio, que apresentou o melhor resultado desde novembro de 2014. Contribuiu também para este quadro de arrefecimento o setor de serviços, que, embora tenha apresentado uma redução de 23.312 postos, obteve um resultado melhor que o aferido em outubro último, quando a queda chegou a 46.246 postos”, informou, em nota.

No acumulado do ano, o nível de emprego formal apresenta um recuo de 945.363 postos de trabalho (-2,29%) e, nos últimos 12 meses, a variação negativa chega a 3,66% (-1.527.463 postos). O total do estoque de 40,26 milhões de empregos, registrado em novembro de 2015, ocupa a terceira posição no ranking da série história (iniciada em 1992), sendo inferior somente aos resultados de novembro de 2014 (41,79 milhões) e novembro de 2013 (41,29 milhões).

Números

130,6

mil vagas 
vagas de trabalho celetista foram perdidas no Brasil


3,319

mil vagas a menos no Ceará no mês de novembro, o pior desde 2003

Serviço

Vagas de emprego no Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT)

Site: http://bit.ly/1Yn84vt