É PRECISO COBRAR CADA PROMESSA, INCLUSIVE OS GRANDES SHOWS - Revista Camocim

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

É PRECISO COBRAR CADA PROMESSA, INCLUSIVE OS GRANDES SHOWS

A prefeitura não precisa gastar com festas!?

Esta afirmação, meio interrogativa,  está parcialmente e politicamente correta. Por que é necessário considerar as situações gritantes que o município enfrenta na área da saúde, na infraestrutura e com os problemas gerados pela impiedosa  seca,  sendo que esta última, por si só, já seria motivo suficiente para encerrar a questão, devido a falta de ações públicas de convivência com o problema da estiagem. Mas, é crucial o fato de que a discussão  sobre a realização ou não de megas eventos, com atrações de "peso" é questionável e ao mesmo tempo inquestionável, e para entender melhor onde se distingue a necessidade e a não necessidade, é preciso refletir atentamente sobre a importância da população na cobrança das promessas feitas durante a campanha eleitoral pela prefeita Monica, que iriam revolucionar a administração pública na perspectiva do que é moderno e do desenvolvimento da cidade. E é justamente no bojo das promessas fartas que consta a revitalização das grandes festas (shows), com a finalidade de atrair turistas e, como consequência, aquecer a economia local, movimentando periodicamente as centenas de atividades econômicas existentes na cidade e criando perspectivas para se abrirem mais canais produtivos, tudo isso em torno de um calendário de atividades culturais e turísticas - e  não se pode perder de vista que Camocim tem vocação para isto. Por tanto,  é erro  negar este fator  como uma das principais possibilidades de enriquecimento da cidade. Sendo assim, a realização de grandes eventos, neste entendimento, não pode ser confundido com a politica “do Pão e o do Circo”, muito embora esta seja uma histórica artimanha que coloca a população refém da ótica do mero entretenimento , enquanto alguns empresários enchem os bolsos com dinheiro das festanças patrocinadas pelo povo, que fica anestesiada ou sobre “efeito lexotan” enquanto a cidade é roubada e destruída. Mas, neste caso especifico, não se trata disto, a questão foge desta temática e desafia a refletir sobre a realização das grandes festas com olhar empreendedor, que além de divertir milhares de pessoas, ajuda a colocar comida no prato de muita gente, através dos trabalhos gerados, mesmo que minimante, em função dos espetáculos. É isso que deve ser lembrado e cobrado pela população: a estruturação de um consistente politica da geração de renda a partir da exploração sustentável do potencial turístico que Camocim oferece. 

Como exemplo, imagine que a administração da cidade Granja , até pouco tempo, não mantinha esta prática de grandes eventos, deixando isso na região a cargo de Camocim, mas que hoje se superou e é destaque não apenas na região mas em todo o Ceará. Como fruto disto, centenas de pessoas de várias cidades da região se deslocam até Granja, mobilizando transportes (taxistas, mototaxistas, topic, ônibus) vendedores ambulantes, comerciantes, restaurantes, bares e lanchonetes, significando renda para a cidade. Imagine  ainda que turisticamente Granja não é um destino, não tem o potencial natural que Camocim dispõe. 

O que falta para Camocim é simplesmente o cumprimento das promessa que a senhora Monica Gomes oficializou registrando em cartório durante sua campanha eleitoral. Até o momento é uma aberração afirmar que os grandes eventos foram resgatados e que é um influente no desenvolvimento da cidade. 

Agora, não se pode esquecer que, paralela a esta promessa (dos shows), outras promessas, teoricamente, deveriam estar em pleno funcionamento, revitalizando a educação, a saúde, infraestrutura etc. Pois todas, sem mais nem menos, foram registradas para confluírem na melhoria da vida do povo.   E é  exatamente isto que vem sendo cobrado. É este o ponto central das criticas feitas pela população.  Por tanto, é normal e compreensível que a população cobre simultaneamente tudo o que lhe foi prometido durante a campanha eleitoral, boas festas, saúde, transparência, educação, infraestrutura, esporte, lazer, esporte e economia. E não pega bem querer atribuir  a culpa da fraqueza administrativa à crise econômica mundial. Entende-se que é justamente na crise que se mede e se comprova a capacidade do gestor, além do mais, o grupo que hoje governa a prefeitura se diz ser bem relacionado e com boas parcerias além de vida politica ativa há décadas na cidade (apesar de contestável atuação).


A cobrança da população é mais do que legitima.  Tem que se exigir tudo o que foi prometido. Tudo mesmo, inclusive a propalada experiência e competência insinuada nos palanques.

Carlos Jardel