Será que a inviolabilidade de César é maior que a Constituição Federal?
O vereador César Veras (lero) fez uso da Tribuna da Câmara para reproduzir a matéria de um blog que coloca em dúvidas a
integridade moral de um Sindicato representado por um cidadão camocinense
pescador, trabalhador, pobre, porém sério e honesto, que representa a sofrida categoria
dos pescadores artesanais de Camocim. Agora, o César Veras (lero) está se
sentindo machucado por que o cidadão pescador, também na Tribuna da Câmara, em sessão posterior, respondeu à altura.
Ora, era a matéria de um blog que o vereador reproduziu para o Mundo, vista que as sessões são transmitidas ao vivo pela internet. É certo que o César (lero) não fez valor de juízo da instituição e nem da pessoa, mas pediu que a Câmara averiguasse mediante Ministério Público. Então pergunta-se: como você, trabalhador e pessoa honesta, se sentiria ao ouvir isso de autoridade pública? O que você diria para a sua familia, seus filhos, seus amigos e a população em geral que lhe admira e respeita?
É certo que a figura pública está sujeito a este tipo de constrangimento, é muito normal, como também é normal e justo que ela venha a se defender publicamente, assim como fez o presidente do Sindicato dos Pescadores, que foi citado na Tribuna, e como a Casa ainda é do povo, nada mais justo que o intimado fosse lá e esclarecesse o ocorrido. Ele poderia ter respondido ao blog, onde primeiro foi questionado, mas resolveu usar o direito de ir na Câmara, onde ele também foi mencionado e de onde saiu um pedido de investigação contra o Sindicato que ele representa, e diga-se, Sindicato que ele ajudou a fundar.
Na sessão mais recente, César Veras (lero) veio com uma história de repudiar o pronunciamento do pescador sindicalista, afirmando repetidas vezes que ele lhe faltou com respeito e “que a palavra do vereador é inviolável”
É certo que a figura pública está sujeito a este tipo de constrangimento, é muito normal, como também é normal e justo que ela venha a se defender publicamente, assim como fez o presidente do Sindicato dos Pescadores, que foi citado na Tribuna, e como a Casa ainda é do povo, nada mais justo que o intimado fosse lá e esclarecesse o ocorrido. Ele poderia ter respondido ao blog, onde primeiro foi questionado, mas resolveu usar o direito de ir na Câmara, onde ele também foi mencionado e de onde saiu um pedido de investigação contra o Sindicato que ele representa, e diga-se, Sindicato que ele ajudou a fundar.
Na sessão mais recente, César Veras (lero) veio com uma história de repudiar o pronunciamento do pescador sindicalista, afirmando repetidas vezes que ele lhe faltou com respeito e “que a palavra do vereador é inviolável”
Particularmente ouvimos e
reproduzimos AQUI todo áudio do discurso do Manuel Pescador. Em momento algum, não
ouvimos ele faltar com respeito atingindo a grande moral do César.
Mas, já entrando no mérito da
inviolabilidade verbal do parlamentar, quer dizer então César, que a palavra inviolável
do vereador pode estagnar, aniquilar, inviabilizar a opinião alheia? Esta inviabilidade
supõe querer negar o direito de um cidadão que se sentiu profundamente ofendido
pela atitude verbal de um vereador em plenária? Pois, conforme o presidente Régis, esta foi a tentativa do grupo de vereadores de situação com
relação ao pronunciamento do Pescador. Tentaram impedi-lo e atrapalha-lo durante
pronunciamento.
O parlamento municipal deixou de
ser a casa do povo? Ou será o prenúncio de uma nova ordem, maior que a Constituição Federal, que vossa excelência pretende inaugurar em breve ?
Será que na “inviolável” palavra
do vereador não comporta as fortes expressões da Constituição Federal: “todo
poder emana do Povo...Estado Democrático... Exercício dos direitos sociais e
individuais, liberdade... Valores
supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos. ???
É bom lembrar que a inviolabilidade
da palavra de um parlamentar em certas ocasiões não representa os anseios da população, e nem
sempre é verdadeira, muitas vezes É MENTIROSA, e toda mentira deve ser censurada,
criticada, rebatida e ironizada. Aliás, vereadores mentirosos nem deveriam representar o Povo . Para
a opinião pública a “inviolável” palavra de um vereador não tem este prestigio
todo que vossa excelência imagina, é justamente o contrário.
Agora, com relação ao Manuel Silva, penso que
ele está sendo vitima de preconceito por ser pobre e pescador, por que é
portador das marcas do povo simples, que normalmente certos políticos corruptos
e metidos a burgueses detestam.
Principalmente quando o cidadão perseguido é dono de um conhecimento que
alguns vereadores não têm.
Um burguês não gosta de se sentir
afrontado por um pobre. Um besta burguês não admite nunca seu erro diante de um
pobre, pelo contrário, persegue e tenta humilhar. Depois pousa de bom moço.
Carlos Jardel
