O INVIOLÁVEL CÉSAR VERAS (LERO) - Revista Camocim

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O INVIOLÁVEL CÉSAR VERAS (LERO)

Será que  a  inviolabilidade de César é maior que a Constituição Federal?



O vereador César Veras (lero) fez uso da Tribuna da Câmara para reproduzir a matéria de um blog que coloca em dúvidas a integridade moral de um Sindicato representado por um cidadão camocinense pescador, trabalhador, pobre, porém sério e honesto, que representa a sofrida categoria dos pescadores artesanais de Camocim. Agora, o César Veras (lero) está se sentindo machucado por que o cidadão pescador, também na Tribuna da Câmara, em sessão posterior, respondeu à altura.

Ora, era a matéria de um blog que o vereador reproduziu para o Mundo, vista que as sessões são transmitidas ao vivo pela internet. É  certo que o César (lero) não fez valor de juízo da instituição e nem da pessoa, mas pediu que a Câmara averiguasse mediante Ministério Público. Então pergunta-se: como você, trabalhador e pessoa honesta, se sentiria ao ouvir isso de autoridade pública? O que você diria para a sua familia, seus filhos, seus amigos e a população em geral que lhe admira e respeita?

É certo que a figura pública está sujeito a este tipo de constrangimento, é muito normal, como também é normal e justo que ela venha a se defender publicamente, assim como fez o presidente do Sindicato dos Pescadores, que foi  citado na Tribuna, e  como a Casa ainda é do povo, nada mais justo que o intimado fosse lá e esclarecesse o ocorrido. Ele poderia ter respondido ao blog, onde primeiro foi questionado, mas resolveu usar o direito de ir na Câmara, onde ele também foi mencionado e de onde saiu um pedido de investigação contra o Sindicato que ele representa, e diga-se, Sindicato que ele ajudou a fundar.

Na sessão mais recente, César Veras (lero) veio com uma história de repudiar o pronunciamento do pescador sindicalista, afirmando repetidas vezes que ele lhe faltou com respeito e “que a palavra do vereador é inviolável”  

Particularmente ouvimos e reproduzimos AQUI todo áudio do discurso do Manuel Pescador. Em momento algum, não ouvimos ele  faltar com respeito atingindo a grande moral do César.  

Mas, já entrando no mérito da inviolabilidade verbal do parlamentar, quer dizer então César, que a palavra inviolável do vereador pode estagnar, aniquilar, inviabilizar a opinião alheia? Esta inviabilidade supõe querer negar o direito de um cidadão que se sentiu profundamente ofendido pela atitude verbal de um vereador em plenária?  Pois, conforme o presidente Régis, esta foi a tentativa do grupo de vereadores de situação com relação ao pronunciamento do Pescador. Tentaram impedi-lo e atrapalha-lo durante pronunciamento.

O parlamento municipal deixou de ser a casa do povo? Ou será o prenúncio de uma nova ordem, maior que a Constituição Federal, que vossa excelência pretende inaugurar em breve ?

Será que na “inviolável” palavra do vereador não comporta as fortes expressões da Constituição Federal: “todo poder emana do Povo...Estado Democrático... Exercício dos direitos sociais e individuais,  liberdade... Valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos. ???

É bom lembrar que a inviolabilidade da palavra de um parlamentar em certas ocasiões não  representa os anseios da população, e nem sempre é verdadeira, muitas vezes É MENTIROSA, e toda mentira deve ser censurada, criticada, rebatida e ironizada. Aliás, vereadores  mentirosos nem deveriam representar o Povo . Para a opinião pública a “inviolável” palavra de um vereador não tem este prestigio todo que vossa excelência imagina, é justamente o contrário.

Agora, com relação ao Manuel Silva, penso que ele está sendo vitima de preconceito por ser pobre e pescador, por que é portador das marcas do povo simples, que normalmente certos políticos corruptos e metidos a burgueses detestam.  Principalmente quando o cidadão perseguido é dono de um conhecimento que alguns vereadores não têm.

Um burguês não gosta de se sentir afrontado por um pobre. Um besta burguês não admite nunca seu erro diante de um pobre, pelo contrário, persegue e tenta humilhar. Depois pousa de bom moço.


Carlos Jardel