Os vereadores da prefeita pressionaram o presidente Régis para que ele negasse o direito de fala do Manuel Pescador. Régis não cedeu à pressão.
O Presidente do Sindicato dos Pescadores
de Camocim, Manuel Silva, usou a Tribuna da Câmara para respostar as
disfarçadas insinuações politiqueiras do vereador César Veras, mas, logo que os vereadores da bancada da prefeita souberam que o presidente do Sindicato havia solicitado o uso da Tribuna, partiram pra cima do presidente da Câmara, Régis da Ipu, pressionando-o para que ele negasse o direito de manifestação de Manuel Pescador. Obviamente que o presidente do legislativo não cedeu à pressão, e liberou a Tribuna para que o representante da categoria respondesse as indagações do César Veras, que misteriosamente não compareceu à sessão (provavelmente com muito medo do que iria ouvir do sindicalista).
Ainda sim, o Vereador Emanoel Vieira, durante o discurso do Presidente do Sindicato, tentou desqualifica-lo, afirmando que ele estava sendo "deselegante" no trato com os vereadores. Quando na realidade isso não ocorreu. A palavra mais pesada utilizada pelo sindicalista contra o vereador, que sequer teve o nome citado, veio na afirmativa de que "o mesmo tinha ido a "plenária falar besteira". ( e cá pra nós, o pescador não mentiu). A intervenção do vereador Emanoel Vieira foi encarada como uma atitude para desarticular o raciocínio do representante do Sindicato. O Vereador Juliano Cruz entrou na discussão para confirmar a prática de desarticulação de raciocínio, afirmando que "inúmeras vezes" foi vitima desta ação, da qual ele diz repudiar.
Extremamente incomodado com o pronunciamento do Presidente Sindicalista, numa prática desrespeitosa e antidemocrática, Emanoel Vieira se ausentou da sessão e ainda orientou que sua bancada fizesse o mesmo, configurando atitude de politicagem barata e de perseguição politica contra a pessoa de Manuel Pescador.
Contudo, o sindicalista inciou seu discurso lembrando que o Sindicato foi fundado em 2008
para representar legalmente os pescadores e pescadoras artesanais de Camocim,
sendo que de 2012 até 2014 ajudou a melhorar a vida de muitas famílias de
pescadores, "foram aproximadamente mais de 300 benefícios de aposentadorias e
auxilio doença para os pescadores e suas esposas, conquistados por intermédio
do Sindicato, que acionou a previdência social", justificou o presidente do Sindicato
acrescentando que a família dos pescadores se encontravam, até então,
abandonadas por motivo de baixa representação por parte da Colônia dos Pescadores.
Ainda sobre o aspecto da Previdência, Manuel deixa claro que Ela é uma das
instituições que gera grande influência na economia local e que aproximadamente
R$ 200,000, (duzentos mil reais) por mês circulam na cidade relativos a
categoria.
Sobre o reconhecimento do
Sindicato por parte da Marinha, Manuel disse que ela já foi informada da
legalidade, “importa é que a Marinha é obrigada a me receber na forma da Lei”
conforme o principio da legalidade assegurado no artigo 37 da Constituição
Federal.
Citou ainda nota nº 366/2013,
documento nº 00366.001972 /3013-14 que diz, conforme, inc. III do Artigo 8º da
Constituição Federal, os sindicatos são “entidades legitimas para representar e
defender , tanto na esfera judicial como na administrativa, os direitos e os
interesses coletivos ou individuais da categoria”.
“O artigo 8º, inciso I da
Constituição Federal, diz que Lei não poderá exigir autorização do Estado para
a fundação de sindicatos, ressalvando o registro no órgão competente”, pontuou
o sindicalista questionando, “ se é vedado ao poder público na organização no
sindicato, como pode ter obrigatoriedade no MTE? Fica sem sentido”
Confira tudo no áudio acima.
Carlos Jardel
