A NOVELA DO CONCURSO PÚBLICO DE CAMOCIM - Revista Camocim

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A NOVELA DO CONCURSO PÚBLICO DE CAMOCIM


 E a novela do concurso público em Camocim/CE continua vergonhosamente. Até agora, sem perspectivas de um final feliz! Nessa história, que mais parece filme de terror, há dois personagens peculiares e muito interessantes: a vilã maquiavélica que não sabe como cumprir tantas promessas eleitorais e, do outro lado, o povo, gigante cego, que "silenciosamente" como cordeirinho, manso e domesticado (com raras exceções!) não consegue se organizar para reivindicar os seus direitos.
 "E agora quem poderá nos defender?" - grita uma multidão de jovens, velhos, pais de família, cidadãos camocinenses desempregados que viram nesse "bendito concurso" um caminho para o tão sonhado emprego e para uma vida mais digna. Claro, nem tudo está perdido! O problema é que nos acostumamos a conjugar o verbo "calangar" e a comer as migalhas que caem das mesas de uma pequena casta. Ingenuamente pensamos: "melhor comer pequenas migalhas do que passar fome!" Se somos do tamanho de nossos anseios e metas de vida, medíocres são os sonhos de quem almeja tão pouco. Incomoda realmente esse comodismo de quem não se deu conta da força que tem. Fico me perguntando: "Onde está o meu povo pertinaz e lutador, retratado e tão bem descrito no inesquecível hino de Camocim/CE?" Dormindo em berço esplêndido ou nas praças e ruas da cidade soltando o verbo e o grito engasgado na goela?! Precisamos ser muito mais do que cidadãos distintos e insatisfeitos com a realidade. É hora de se assumir como UM POVO QUE NÃO SE CALA, E NÃO SE CURVA diante da omissão e da mentira.

César Rocha