O camocinense Ésio Cruz está na Ucrânia e agora atende pelo nome de guerra Nax Wolff. Ex-policial militar e ex-sargento do Exército Brasileiro, ele deixou o país depois de perder a carreira militar, situação que atribui a uma perseguição de um general e de um juiz militar. Segundo seu relato, mesmo tendo ingressado no Exército por concurso da EsSA, acabou perdendo a condição de sargento.
Sem conseguir emprego, passou a procurar trabalho pelo Brasil, inclusive serviços e bicos. Saiu de Belém do Pará, chegou a Ciudad del Este, no Paraguai, em janeiro de 2026, e depois seguiu para a Ucrânia. Antes disso, esteve em Imperatriz, no Maranhão, onde passou pelo Centro POP, em fevereiro deste ano, quando enfrentava dificuldades financeiras e sociais.
Hoje, confirma ser soldado do Exército Ucraniano e integrar o 20º Batalhão Lubart, em Dnipro e aguarda orientação para seguir em direção à linha de frente. Ele fala em voltar ao Brasil se sobreviver à guerra.
Carlos Jardel

