Para não magoar o bolsonarismo em Barroquinha, Jaime Veras fica em silêncio após derrotas de Ciro e Flávio - Revista Camocim

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Para não magoar o bolsonarismo em Barroquinha, Jaime Veras fica em silêncio após derrotas de Ciro e Flávio


Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro que nenhum prefeito é obrigado a votar ou trabalhar por quem não deseja. É um direito legítimo. Contudo, quem ocupa um cargo público tem a obrigação moral de descer do muro, assumir suas convicções políticas e agir conforme a própria consciência. Esconder-se por conveniência, enquanto espera para saber de que lado estarão os vencedores, é outra história. Isso não é prudência política. É oportunismo indecoroso!


Dito isto, sigo:


O prefeito de Barroquinha, Jaime Veras, apostou no primeiro turno nas vitórias de Ciro Gomes e Flávio Bolsonaro. Ciro caiu logo na primeira disputa. O filho de Jair Bolsonaro ficou para ser derrotado no segundo turno. Jaime não precisou aparecer na linha de frente. Trabalhou com as mãos, os pés, a mente e o coração de seus aliados para ver derrotado o projeto político de Camilo Santana, Elmano de Freitas e Lula.


Quando a pressão política apertou e o silêncio começou a incomodar os figurões do Estado, Jaime ensaiou um apoio genérico, protocolar, daqueles que não convencem nem quem declara. Com a vitória de Elmano no Ceará e de Lula no Brasil, não escreveu uma linha de parabéns no seu perfil nas redes sociais . Nenhuma manifestação pública de reconhecimento às vitórias dos candidatos que integram o campo político ao qual seu próprio partido pertence.


Nos bastidores da política estadual, prefeitos que adotaram comportamento semelhante são acusados de traição e oportunismo. Colocaram interesses pessoais acima de um projeto estadual e nacional sustentado por uma ampla aliança partidária. No caso de Jaime Veras, sua covardia é ainda mais evidente. Foi eleito por um partido que integra essa aliança, mas seus aliados trabalharam na direção contrária...


Ora, na democracia toda divergência é legítima. O que não combina é querer os benefícios de uma aliança enquanto se trabalha pela derrota dela. Isso tem nome. Ingratidão.


Carlos Jardel