A Justiça do Ceará determinou uma avaliação de sanidade mental do policial militar Rodrigo Aguiar Braga, acusado de envolvimento em feminicídio, homicídio, tentativa de homicídio e participação no motim de policiais militares ocorrido em 2020.
O soldado, que está preso no Presídio Militar do Ceará, é apontado pelas investigações como um suposto matador de aluguel. A defesa apresentou atestados médicos e receitas de medicamentos controlados, alegando que o policial apresenta problemas psiquiátricos.
A decisão, tomada em 16 de setembro, suspendeu o processo relacionado ao motim e determinou que a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) avalie se o acusado tinha capacidade de compreender o caráter criminoso de seus atos. O prazo para apresentação do laudo termina neste sábado (31).
Rodrigo também é acusado de participar do assassinato de Maria Madalena Marques Matsunobu, de 64 anos, morta dentro de casa, no Eusébio, em abril de 2025. Segundo o Ministério Público, o crime teria sido encomendado pelo ex-genro da vítima, devido a uma disputa judicial envolvendo a guarda de crianças e uma pensão.
O militar ainda responde pelo assassinato do empresário Vinícius Cunha Batista, proprietário de uma rádio em Fortaleza, morto a tiros em maio de 2025, além de uma tentativa de homicídio contra um adolescente de 17 anos.
A defesa afirma acreditar na inocência do policial e pede respeito à presunção de inocência e às condições de saúde do acusado.
Carlos Jardel
Com informações do Diário do Nordeste.

