Sérgio Aguiar resolveu atacar Romeu Aldigueri porque, pelo visto, elogiar não dá. Disse que Romeu “não fez bem ao Ceará”, chamou o presidente da Alece de rancoroso e ainda disse que ele gosta de humilhar pessoas.
Mas vamos aos fatos, porque conversa atravessada não administra Assembleia.
Romeu modernizou a Alece, abriu o maior concurso da história da Casa, valorizou servidor, implantou códigos de ética, ampliou estágio, fortaleceu a Unipace e o Alcance, criou ferramentas para vereadores, realizou ações pelo interior, melhorou a estrutura dos prédios, iniciou a requalificação da sede e colocou em andamento a integração da Assembleia com a cidade. A Casa também conquistou o Selo Diamante de Transparência.
E Sérgio chama isso de não fazer bem ao Ceará.
Aí fica difícil saber se ele está avaliando a Assembleia ou tentando descontar uma velha conta política.
Porque tem uma coisa que Sérgio não conseguiu esconder durante todos esses anos: a vontade de chegar à presidência da Assembleia. Tentou, não conseguiu. Quando tentou avançar contra a própria correlação política da sua base, o episódio terminou num dos capítulos mais complicados da política institucional cearense, com o fim do antigo TCM.
Depois disso, veio o pior castigo para quem vive de disputa por espaço: assistir Romeu chegar à presidência, organizar a Casa, dar visibilidade à Assembleia e ainda colher resultados.
É por isso que o discurso de Sérgio soa mais como ressentimento político, frustração e recalque do que como crítica administrativa.
Inveja, quando não consegue derrubar o trabalho do outro, tenta diminuir o trabalhador.
Mas pode espernear.
Romeu está na presidência. A Assembleia está funcionando. E os resultados estão aí.
Quem não conseguiu sentar na cadeira agora pode, pelo menos, parar de reclamar de quem conseguiu.

