PM é morto, carbonizado e investigação revela trama de ciúmes, traição e emboscada - Revista Camocim

terça-feira, 11 de agosto de 2026

PM é morto, carbonizado e investigação revela trama de ciúmes, traição e emboscada

 


O assassinato do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, ganhou novos e graves detalhes nesta terça-feira (11). O policial foi encontrado carbonizado dentro de um carro, na região do Ancuri, em Itaitinga, após sair do serviço na Messejana.


A investigação aponta, como principal linha, para um crime motivado por ciúmes e uma suposta traição. Raphael teria se relacionado com uma colega de farda, que era casada. Segundo a apuração, o marido dela teria descoberto o relacionamento e planejado a morte do soldado.


Raphael teria sido atraído para uma emboscada. Antes de ser levado para a região onde o corpo foi encontrado, ele teria passado pela Aerolândia. Quando localizado, estava com as mãos algemadas e apresentava sinais de extrema violência.


O caso ficou ainda mais complicado com a localização da policial que seria companheira de Raphael. Ela foi encontrada em uma área rural às margens da BR-116, amarrada com uma corda. Segundo o relato repassado à investigação, ela conseguiu se soltar e procurou ajuda na casa de um morador.


A versão apresentada pela policial é de que ela também teria sido feita refém e obrigada a acompanhar o assassinato e a carbonização do soldado.


Mesmo assim, a militar foi autuada em flagrante por suspeita de participação no homicídio e prestou depoimento no DHPP. A corda encontrada foi apreendida e encaminhada para perícia.


O marido da policial também foi preso. Ele é apontado pela investigação como possível mandante do crime e já possui antecedentes por envolvimento com organização criminosa em um esquema de criação fraudulenta de perfis em aplicativo de transporte.


Uma advogada, apontada como mãe do homem preso, também foi detida durante as diligências.


A Polícia Civil recolheu imagens de câmeras de segurança e outros elementos que podem ajudar a reconstruir os últimos momentos de Raphael e definir a participação de cada suspeito.


O Ministério Público do Ceará também criou uma força-tarefa para acompanhar o caso.


Raphael estava na Polícia Militar desde 2022 e era lotado na 2ª Companhia do 16º Batalhão.


A investigação ainda precisa esclarecer uma série de pontos, principalmente o que realmente aconteceu dentro do carro, quem participou diretamente da execução e qual foi o papel da policial na trama.


Por enquanto, a principal hipótese é de que uma suposta traição terminou em uma emboscada, tortura e na morte brutal de um policial militar.