Mas ser pai é muito mais do que gerar um filho.
Do ponto de vista sociológico, o pai ocupa um lugar importante na construção da família e na formação dos vínculos, dos limites e das referências que ajudam uma criança a compreender o mundo.
Na psicologia, a presença paterna pode representar segurança, identificação, autoridade e afeto. Não necessariamente pela força ou pela imposição, mas pela capacidade de estar presente, ouvir, orientar e acolher.
Na filosofia, ser pai talvez seja uma das maiores experiências de responsabilidade. É compreender que uma vida foi colocada sob seus cuidados, mas que essa vida não lhe pertence. O filho precisa, com o tempo, tornar-se livre para construir a própria história.
E, na perspectiva teológica, a paternidade aponta para algo ainda maior. O pai é chamado a refletir, dentro das suas limitações humanas, o cuidado, a misericórdia e o amor de Deus.
Por isso, ser pai não é apenas colocar um filho no mundo. É ajudar alguém a encontrar seu lugar nele.
Feliz Dia dos Pais a quem exerce a paternidade com presença, responsabilidade e amor.
Carlos Jardel

