Uma história que parece roteiro de filme, mas aconteceu no Ceará.
Aos 56 anos, dona Nágela decidiu gestar o próprio neto para ajudar o filho, o médico cearense Luan Victor Almeida, e o marido dele, Bruno, a realizarem o sonho de serem pais.
O bebê, Levi, nasceu por fertilização in vitro. O óvulo utilizado foi de uma doadora. Dona Nágela não é a mãe genética da criança. Foi quem carregou o bebê durante a gestação e deu à luz o próprio neto.
A decisão, naturalmente, não foi simples. Pela idade, o procedimento precisou de autorização do Conselho Regional de Medicina. Ainda assim, ela encarou o desafio.
E aqui está a parte que talvez seja mais forte dessa história. Luan e Bruno já estavam há três anos na fila de adoção. Ou seja, não escolheram um caminho porque rejeitavam a adoção. Eles queriam ser pais e estavam dispostos a construir essa família de diferentes formas.
Depois, adotaram Lara.
Hoje, Levi e Lara crescem juntos como irmãos.
A história também desmonta aquela velha ideia de que família precisa obedecer a um único modelo para ser verdadeira. Não precisa.
Família é presença. É cuidado. É responsabilidade. É amor colocado em prática.
Dona Nágela poderia simplesmente dizer não. Afinal, ninguém é obrigado a enfrentar uma gestação aos 56 anos. Mas decidiu fazer pelo filho aquilo que, para ela, representava uma das maiores formas de amor.
No fim das contas, Levi não nasceu apenas de uma técnica de reprodução assistida. Nasceu de um desejo, de uma decisão e de uma família que encontrou um caminho próprio para existir.
E isso, independentemente de qualquer julgamento, merece ser contado.
Carlos Jardel
via DN
.webp)
