O Ministério Público do Maranhão denunciou uma empresária e um policial pelos crimes de tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra uma trabalhadora doméstica de 19 anos, que estava grávida de seis meses. A Justiça recebeu a denúncia e manteve a prisão preventiva dos dois acusados.
O caso aconteceu em abril deste ano, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo a investigação, a jovem foi agredida após ser falsamente acusada de furtar um anel da patroa.
De acordo com a denúncia, a vítima sofreu agressões físicas e psicológicas para confessar um crime que não cometeu. O policial teria dado uma coronhada na testa da jovem, arrastado a vítima pelos cabelos e a mantido ajoelhada sob a mira de um revólver. Os dois ainda teriam planejado levá-la para um sítio e matá-la.
Pouco depois, o anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas, onde havia sido esquecido pela própria empresária. Mesmo assim, as agressões continuaram.
Para proteger o bebê durante o espancamento, a jovem relatou que precisou se curvar sobre a barriga. Exames confirmaram diversas lesões e perda auditiva. A investigação também reuniu áudios em que a empresária relata as agressões e afirma que "deu tanto nessa mulher que até hoje minha mão tá inchada". Em outra gravação, ela diz que "não era nem para ela ter saído viva".
O caso seguirá em tramitação na Justiça, com os dois denunciados respondendo presos preventivamente.
Carlos Jardel, via DN

