
O ex-ministro foi condenado pela Justiça Eleitoral do Ceará por violência política de gênero contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias.
A condenação veio após declarações feitas por Ciro contra Janaína quando ela ocupava temporariamente uma cadeira no Senado.
Na ocasião, o pedetista usou palavras e insinuações consideradas ofensivas, atingindo não apenas a adversária política, mas, segundo entendimento judicial, a própria condição de mulher da então senadora.
Resultado da conta. Condenação de 1 ano e 4 meses de prisão, inicialmente em regime aberto, além de multa.
A pena acabou convertida em medidas alternativas, mas o peso político da decisão dificilmente será aliviado.
Ciro pode até alegar perseguição, exagero ou jogo político. Tem direito à defesa e vai recorrer. Mas uma coisa parece cada vez mais clara no ambiente político brasileiro.
O tempo do “fala o que quer e depois ajeita” começa a encontrar limite na Justiça.
Política é pancadaria verbal, disso ninguém duvida. O problema começa quando a crítica desce do campo das ideias e entra no ataque pessoal, ainda mais quando a Justiça entende existir componente de violência política de gênero. E foi exatamente aí que Ciro, desta vez, acabou derrotado.
Carlos Jardel
