Mesmo apresentando maior nível de escolaridade, as mulheres no Ceará continuam recebendo salários inferiores aos dos homens, segundo dados do IBGE e estudos recentes sobre o perfil social no estado.
De acordo com os levantamentos, as mulheres têm menos analfabetismo e mais anos de estudo do que os homens. A média de escolaridade feminina chega a cerca de 9,1 anos, superior à masculina, que gira em torno de 8,3 anos.
Apesar disso, a desigualdade aparece de forma clara na renda. Em domicílios chefiados por mulheres, o rendimento per capita é significativamente menor: cerca de R$ 1.107 contra R$ 1.497 nos lares chefiados por homens.
A diferença persiste também no mercado de trabalho. Dados mais recentes indicam que as mulheres no Ceará recebem, em média, cerca de 9% a 10% a menos que os homens, mesmo quando estão inseridas no mesmo contexto profissional.
Além da renda menor, o peso da desigualdade social recai com mais força sobre elas. Entre os lares mais pobres, a maioria é liderada por mulheres, e esses domicílios apresentam maiores índices de vulnerabilidade.
Especialistas apontam que essa diferença não se explica apenas pela escolaridade. Fatores como a sobrecarga de trabalho doméstico, menor presença em cargos de liderança e desigualdades estruturais no mercado ajudam a manter o chamado gap salarial de gênero, realidade observada não só no Ceará, mas em todo o Brasil.
Carlos Jardel
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