Mulheres no Ceará estudam mais, mas ainda ganham menos que homens, aponta IBGE - Revista Camocim

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Mulheres no Ceará estudam mais, mas ainda ganham menos que homens, aponta IBGE



Mesmo apresentando maior nível de escolaridade, as mulheres no Ceará continuam recebendo salários inferiores aos dos homens, segundo dados do IBGE e estudos recentes sobre o perfil social no estado.


De acordo com os levantamentos, as mulheres têm menos analfabetismo e mais anos de estudo do que os homens. A média de escolaridade feminina chega a cerca de 9,1 anos, superior à masculina, que gira em torno de 8,3 anos. 


Apesar disso, a desigualdade aparece de forma clara na renda. Em domicílios chefiados por mulheres, o rendimento per capita é significativamente menor: cerca de R$ 1.107 contra R$ 1.497 nos lares chefiados por homens. 


A diferença persiste também no mercado de trabalho. Dados mais recentes indicam que as mulheres no Ceará recebem, em média, cerca de 9% a 10% a menos que os homens, mesmo quando estão inseridas no mesmo contexto profissional. 


Além da renda menor, o peso da desigualdade social recai com mais força sobre elas. Entre os lares mais pobres, a maioria é liderada por mulheres, e esses domicílios apresentam maiores índices de vulnerabilidade. 


Especialistas apontam que essa diferença não se explica apenas pela escolaridade. Fatores como a sobrecarga de trabalho doméstico, menor presença em cargos de liderança e desigualdades estruturais no mercado ajudam a manter o chamado gap salarial de gênero, realidade observada não só no Ceará, mas em todo o Brasil. 


Carlos Jardel 

agenciadenoticias.ibge.gov.br