Funcionário cobra salário, patrão manda “fazer o L” e acaba condenado por assédio moral - Revista Camocim

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Funcionário cobra salário, patrão manda “fazer o L” e acaba condenado por assédio moral



A Justiça do Trabalho manteve a condenação de um empresário do setor farmacêutico, no Ceará, por assédio moral contra um funcionário.


De acordo com o processo, o trabalhador era alvo de comentários depreciativos por suas posições políticas, inclusive ao cobrar salários atrasados. Entre as falas, o empregador disse que ele deveria “fazer o L e pedir ao Luiz Inácio Lula da Silva”, além de associar dificuldades pessoais ao voto do funcionário.


Em depoimento, o próprio empresário confirmou o comportamento. A decisão reconheceu que houve violação de direitos fundamentais, como a dignidade e a liberdade de convicção política.


O caso começou na Vara do Trabalho do Eusébio e seguiu para instâncias superiores. Ao final, o Tribunal Superior do Trabalho manteve a condenação, fixando indenização de R$ 10 mil por danos morais, além do pagamento das verbas trabalhistas devidas.


Carlos Jardel