Uma condição genética rara faz com que cerca de 250 pessoas no Ceará convivam com uma fome constante, que dificilmente é saciada. A doença é chamada de Síndrome de Prader‑Willi e exige acompanhamento médico e controle rigoroso da alimentação.
A síndrome ocorre por uma alteração genética que afeta o funcionamento do cérebro, especialmente a região responsável por controlar a sensação de fome. Por causa disso, a pessoa pode sentir vontade de comer o tempo todo, o que aumenta o risco de obesidade e outros problemas de saúde.
Os primeiros sinais costumam aparecer ainda na infância. Bebês podem apresentar fraqueza muscular e dificuldade para se alimentar. Já na fase infantil, o quadro muda e surge uma fome intensa e frequente.
Além da fome exagerada, a síndrome também pode causar baixa estatura, atraso no desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem e alterações de comportamento. O diagnóstico é feito por meio de exame genético.
No Ceará, pacientes são acompanhados por equipes de saúde em serviços especializados, como no Hospital Universitário Walter Cantídio, onde profissionais de várias áreas ajudam no tratamento e no controle da doença.
Apesar de rara, a síndrome ainda é pouco conhecida. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e das famílias.

