Durante a sessão ordinária realizada na quinta-feira (26), em Camocim, o presidente da Câmara, Emanoel Vieira, detalhou os prejuízos causados por um raio que atingiu, no dia 03 de março, o prédio do Legislativo e outros pontos do município.
Segundo ele, o impacto provocou a queima de diversos equipamentos e deixou o sistema da Câmara fora do ar por mais de uma semana. Entre os danos estão ar-condicionados, computadores, parte da estrutura do plenário, instalações elétricas e o elevador.
“Foi um estrago muito grande. Alguns equipamentos conseguimos recuperar, mas outros queimaram totalmente”, relatou.
Laudos técnicos já foram elaborados por engenheiros e especialistas, com registros em fotos e vídeos, e encaminhados aos órgãos competentes para as providências necessárias.
Um dos principais problemas segue sendo o elevador. De acordo com o presidente, há dificuldade na assistência técnica devido à falta de documentação do equipamento, adquirido por meio de empresa contratada em gestões anteriores. A Câmara aguarda orçamento de uma nova empresa, mas enfrenta entraves burocráticos.
A rede elétrica também apresentou falhas. O prédio ficou cerca de 10 dias sem uma das fases de energia, até que foi identificado que o problema estava na rede externa.
Por segurança, o plenário precisou passar por intervenção, com retirada do teto de madeira após recomendação técnica, o que reduziu o espaço disponível. As sessões seguem de forma improvisada, sem microfones e sem painel eletrônico.
O presidente destacou ainda que o problema não foi isolado, atingindo também outros prédios da cidade, como escolas, órgãos públicos e estabelecimentos privados.
Diante da situação, a Câmara pretende instalar um sistema de para-raios e realizar o aterramento do prédio, medidas que, segundo ele, não foram adotadas em reformas anteriores.
Apesar das dificuldades, a expectativa é de normalizar os serviços o mais breve possível.
Carlos Jardel

