Antes de ser 'covardemente assassinada', termo que consta em documentos da investigação, a universitária Luciana Cordeiro do Nascimento, de 27 anos, chegou a dizer à família que "aguardava a chegada da Polícia". Luciana e o namorado, Bruno Ribeiro da Silva, 30, discutiam, quando ela foi atacada a tesouradas e pauladas. Luciana queria ir ao aniversário do cunhado, em uma pizzaria, o que gerou mais um episódio de ciúmes de Bruno, agora preso por feminicídio.
A reportagem do Diário do Nordeste teve acesso a documentos nos quais constam conversas de Luciana relatando as ameaças que vinha sofrendo. Por volta das 17h57 dessa terça-feira (3), a vítima teria mandado uma mensagem para o cunhado dizendo: "estou a caminho". Já às 18h10 enviou nova mensagem:
"desculpa, não vou mais. Estou aguardando a Polícia".
O cunhado da universitária teria ligado imediatamente para Luciana perguntando se Bruno tinha batido nela e ela negou, dizendo apenas que: "é só que eu não vou ficar com uma pessoa que quer me proibir de ir pros cantos". Na sequência, o parente ainda teria questionado se ela queria que a família fosse na casa dela naquele momento, tendo Luciana respondido: "não, to aguardando a Polícia" (sic).
A reportagem questionou as polícias Civil e Militar se houve acionamento de ocorrência por parte da vítima, mas não recebeu resposta. A defesa do suspeito não foi localizada pelo Diário do Nordeste. Uma hora depois os familiares tentaram novo contato com a jovem, mas, supostamente, neste momento o celular dela já havia sido tomado por Bruno, que fugiu rumo ao Interior do Estado logo após o homicídio.
Diário do Nordeste

