Carnaval de Camocim precisa ressuscitar! Foi fraco, vazio e sem desculpas. Crítica não é desamor, é alerta. - Revista Camocim

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Carnaval de Camocim precisa ressuscitar! Foi fraco, vazio e sem desculpas. Crítica não é desamor, é alerta.



O Carnaval de Camocim passou longe do que a cidade já viveu  e do que poderia ter vivido.


Praias e lagos com pouquíssima gente.


Movimento fraco nas barracas.


Cadeiras vazias.


Comerciantes reclamando do prejuízo.


Quem depende da alta estação para fechar as contas do início do ano ficou, mais uma vez, só na expectativa.

 

E para quem avalia sucesso do Carnaval somente a partir da festa musical na Praça do Odus, perdeu ou nunca teve noção do Carnaval em Camocim. 


E antes que alguém tente resumir a crítica como “falar mal da cidade”, é preciso deixar claro que não se trata de desamor. Trata-se de reconhecer uma involução, e entender que ela é prejudicial.


Os dias de Carnaval pareceram dias normais.


Sem aquele clima de cidade tomada por turistas.


Quem não lembra quando Camocim tinha aparência de capital? Trânsito louco, engarrafamentos, orla lotada, visitantes ocupando cada espaço. E isso num tempo em que a cidade não tinha a estrutura que tem hoje.


Hoje há mais equipamentos.


Há mais alcance digital.


Há tecnologia da informação.


Há discurso de influência política.


Com tudo isso, o mínimo esperado era resultado concreto. Inclusive na vitrine estadual, como na cobertura do CE TV, da TV Verdes Mares.

 

Era para aparecer praia cheia.


Era para mostrar força.


Era para vender uma imagem vibrante.


Não imagens de vazio.


E não adianta empurrar a narrativa de que “outras cidades estão fazendo carnaval agora, na cola”. Essa justificativa não se sustenta. O Ceará segue com polos fortes e organizados.


Aracati (Canoa Quebrada), Fortaleza, Aquiraz e Beberibe continuam fazendo carnaval com força total, atraindo turistas e movimentando a economia. Onde há planejamento, há público. Onde há organização, há retorno.


O problema não é calendário.


Não é concorrência.


Não é “fase”.


Falta é gestão.


Falta planejamento antecipado.


Falta divulgação estratégica.


Falta diálogo com o trade turístico.


Falta transformar influência em resultado.


Falta entender que carnaval não se improvisa , se constrói.


Camocim tem potencial natural, tem história, tem estrutura e tem povo acolhedor. O que não pode é normalizar o retrocesso.


Enquanto outras cidades trabalham o ano inteiro para colher em quatro dias, aqui parece que se aposta na sorte.


E sorte não enche praia.


Não lota lago.


Não paga boleto de comerciante.


Carnaval fraco não é azar.


É consequência.


Carlos Jardel