O Revista Camocim recebeu relatos de pacientes e de acompanhantes de que na última sexta-feira (23), o Hospital Deputado Murilo Aguiar, em Camocim, resolveu inovar no atendimento e virou o "hospital às escuras!"
Faltou energia. Cortes durante o dia, entrando pela noite. E, na madrugada, a unidade ficou mais de uma hora completamente sem luz.
"seu Carlos Jardel, era um calor dos infernos, sem ventilador", disse a acompanhante de um idoso internado.
"Uma atendente, que estava trabalhando com caneta e papel, porque não tinha como ligar o computador, disse que era geral a falta de energia", relatou outro.
"E se precisasse abastecer o sistema para transferir algum paciente em estado grave para Sobral?", questionou.
"Criancas recém-nascidas, idosos, gente operada, sofre com tudo isso. Falta de respeito e irresponsabilidade", relatou uma fonte do blogue que pediu para não ser identificada por medo de perseguição política.
Ora, caro leitor, hospital sem energia não é hospital. É risco!
Pacientes apavorados, acompanhantes revoltados e profissionais obrigados a trabalhar no improviso.
E os geradores de emergência?
Ah… esses parecem existir só no papel.
Em hospital sério, quando a energia cai, o gerador entra.
Em Camocim, a energia cai e o povo reza.
Se tivesse cirurgia em andamento, a conversa hoje seria outra, provavelmente sobre tragédia.
Isso não é “instabilidade elétrica”. É o que disse uma fonte do blog: É irresponsabilidade da direção do hospital.
O desenho real é esse: equipamentos parados, atendimentos comprometidos e vidas expostas ao perigo.
Não custa lembrar que a cifra que mantêm o Hospital Deputado Murilo Aguiar é milionária.
Bom, e enquanto o hospital apaga, a gestão some, no escuro, lógico.
Nenhuma explicação. Nenhuma responsabilidade. Nenhuma providência.
O Hospital Murilo Aguiar fica no escuro. A saúde pública de Camocim, há muito tempo.
E, literalmente, quem paga essa conta é o povo.
Carlos Jardel

