O Marasmo econômico de Camocim - Revista Camocim

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O Marasmo econômico de Camocim



Por Valdir Júnior (foto)


Em publicação no renomado Diário do Nordeste, cuja manchete referencia a mais recente apuração do PIB Per Capita das cidades do Ceará, Camocim como sempre não figurou como destaque. 


Enquanto cidades significativamente menores e com recursos limitados tiveram crescimento sustentado, Camocim segue na estagnação, comprometendo o presente e o futuro dos nossos cidadãos. Esse marasmo econômico não é fruto de um cenário externo desfavorável, mas sim falta de estratégias gerenciais na atuação de política econômica concreta e, claro, incompetência administrativa na gestão do município. 


Camocim já goza de escala e potencial para começar a ocupar lugar de protagonismo no Estado, mas isso não depende exclusivamente de atributos geográficos ou demográficos. É preciso uma política séria de emprego e renda, alicerçada nas práticas contemporâneas, sem essa conversa fiada de estaleiro ou coisa do tipo. 


O uso indevido da prefeitura como elemento central de manutenção do poder transforma o potencial da nossa cidade em uma espécie de riqueza estéril. Resultado: fuga sistemática de capital humano, investimento zero e prejuízo na qualidade do emprego e na renda média da população. 


É inadmissível que cidades com menor arrecadação que a nossa, entreguem resultados superiores nestes termos em debate. Enquanto Camocim não é destaque em matéria de avanços econômicos, segue sendo destaque em manchetes trágicas, como a de mais uma morte por afogamento na Praia do Maceió, noticiado também pelo Diário do Nordeste. 


A Prefeitura, inerte como sempre, não tem sensibilidade para se quer cuidar da segurança das pessoas. Disponibilizar de forma permanente bombeiros civis nesta e nas demais áreas, já seria um começo. 


Cidades do Ceará com  o melhor PIB


  • Ereré (45,18%)
  • De R$ 1.688.827.000 para R$ 2.451.357.000
  • Tarrafas (31,95%)
  • De R$ 118.827.000 para R$ 156.824.000
  • Brejo Santo (25,17%)
  • De R$ 1.009.888.000 para R$ 1.263.862.000
  • Pacoti (24,77%)
  • De R$ 45.454.000 para R$ 56.684.000
  • São Benedito (24,37%)
  • De R$ 716.300.000 para R$ 882.824.000
  • Ipueiras (24,19%)
  • De R$ 190.135.000 para R$ 236.128.000
  • Apuiarés (24,10%)
  • De R$ 134.450.000 para R$ 166.864.000
  • Jaguaretama (23,26%)
  • De R$ 257.163.000 para R$ 316.947.000
  • Boa Viagem (22,81%)
  • De R$ 584.484.000 para R$ 717.721.000
  • Ararendá (21,50%)
  • De R$ 117.624.000 para R$ 143.434.000