Pense num local fedorento. O canto do muro do Estádio Fernando Trévia, na Rua José de Alencar, virou um verdadeiro nojo. Ali funciona, sem exagero, um depósito de lixo a céu aberto, com vísceras de peixe, fezes de animais e Deus sabe mais o quê.
O cenário é digno de um desfile permanente de urubus.
É preciso dizer que há culpa, sim, de parte da população que insiste em jogar lixo no chão e parece gostar de rua suja. Mas a responsabilidade não é só do cidadão. A prefeitura também falha quando, apesar de realizar a coleta, não desenvolve um trabalho sério, firme e contínuo de conscientização e fiscalização.
Sem educação ambiental permanente e sem punição, o problema se repete e quem paga a conta é a cidade inteira.
Carlos Jardel

