De autoria do vereador Juliano, proposta não criava despesas para o município.
A base da prefeita Betinha dos Aguiar na Câmara Municipal rejeitou o Projeto de Lei “Aluno Conectado, Futuro Cidadão”, de autoria do vereador Juliano Cruz.
A proposta não criava despesas para o município. Pelo contrário, otimizava os recursos já disponíveis nas escolas e explorava alternativas gratuitas, como plataformas abertas, capacitação online de professores e reaproveitamento de equipamentos doados. O programa também previa combate à desinformação, ao cyberbullying e incentivo à produção de conteúdo digital por estudantes.
Era um projeto simples, moderno e viável. Foi derrubado.
Alfinetada
A decisão da bancada governista não se explica pela falta de mérito da ideia. Explica-se pela lógica política de obstrução, de impedir que iniciativas relevantes da oposição prosperem.
Enquanto municípios do país inteiro buscam incluir seus alunos no universo digital, Camocim continua presa a disputas pequenas, nas quais o futuro da educação é moeda de troca.
Não é a oposição que sai derrotada. É a cidade. São os estudantes da rede pública que perdem a chance de desenvolver habilidades essenciais para o século XXI, porque a base do governo decidiu que o avanço não interessa quando parte da iniciativa de quem não integra seu bloco político.
Triste, mas é fato!
Carlos Jardel

