Quatro pessoas foram presas em flagrante em Fortaleza, suspeitas de tentar fraudar o concurso público da PCCE - Revista Camocim

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Quatro pessoas foram presas em flagrante em Fortaleza, suspeitas de tentar fraudar o concurso público da PCCE




Quatro pessoas foram presas em flagrante em Fortaleza, suspeitas de tentar fraudar o concurso público para o cargo de Oficial Investigador da Polícia Civil do Ceará. O caso ocorreu no domingo (3).



Foram autuados Jaime de Mendonça e Silva Neto, Cícero Leandro dos Santos Belém, Raphaely Leandro da Fonseca e Robson Leite Sampaio; este último, esposo de Raphaely, atuava como agente externo, sendo o responsável por auxiliar o grupo do lado de fora, usando comunicação eletrônica.



Os três primeiros foram flagrados usando aparelhos eletrônicos proibidos durante a prova. A investigação aponta que os suspeitos formavam uma associação criminosa com divisão de funções, com o objetivo de fraudar o certame de forma organizada.



O juiz Tadeu Trindade de Avila reconheceu a legalidade das prisões e destacou a gravidade da tentativa de fraude. “Relacionados à fraude em certame público para carreira da Polícia Civil, havendo indicativos de associação com a participação de maior número de pessoas e de utilização de equipamentos variados, alguns deles com certo aperfeiçoamento (ponto em ouvido)”.



A Justiça concedeu liberdade provisória aos quatro envolvidos, mediante o pagamento de fiança. Os valores foram definidos de acordo com a condição financeira de cada um:



* 10 salários mínimos para Raphaely e Robson;


* 5 salários mínimos para Jaime e Cícero.



Eles também deverão cumprir medidas cautelares, como não sair da cidade sem aviso prévio, informar mudança de endereço e comparecer a todos os atos do processo. A investigação continua e não está descartada a identificação de novos envolvidos.



A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o grupo foi autuado por tentativa de crime contra a fé pública, previsto no artigo 311-A do Código Penal.



As prisões ocorreram em três locais e foram apreendidos celulares, entre outros objetos, além de um ponto eletrônico e um veículo.



Informações: Jornal Jangadeiro