Se existe curso para apresentador desastrado de palco, a pessoa responsável pelo microfone, na noite de sábado (30), na Praia do Maceió, deve ter sido aluna nota dez. Com uma voz arrastada, digna de missa de sétimo dia, lendo uma ladainha, a “mestra de cerimônias” parecia competir com o atraso da banda Maneva para ver quem tirava mais a paciência do público. Tentou enrolar, tentou preencher o vazio do palco, mas só conseguiu transformar impaciência em revolta.
Quando ousou citar o nome da Prefeitura, então, foi como jogar gasolina no fogo. A vaia foi tão alta que, por um momento, parecia que o show já tinha começado.
Foi mais de uma hora de atraso, nenhum som, nenhum pedido de desculpas. O Maneva entrou apenas às 23h50, mas o estrago já estava feito. E tome vaia...
Carlos Jardel