Carta aberta? Não! É a choradeira de quem foi pego com a mão na cumbuca - Revista Camocim

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Carta aberta? Não! É a choradeira de quem foi pego com a mão na cumbuca

 


Jaime Veras publicou uma carta aberta ao povo de Barroquinha tentando se fazer de mártir. Um espetáculo pobre, de quinta categoria em que ele chora, posa de vítima, se diz injustiçado, mas esquece de mencionar o principal: foi cassado por FRAUDE!


Ao dizer nessa carta que o TRE decidiu de “forma injusta”, Jaime insulta a inteligência do povo. A Justiça não cassa mandatos à toa. É preciso provas, documentos, fatos. E esses, meu caro Jaime, sobraram. Foi condenado por práticas que vão contra tudo que se espera de uma eleição limpa.


"Seguimos ficha limpa", diz ele, num surto de humor involuntário. Ora, quem foi cassado por fraude tem a audácia de falar em ficha limpa? Seria cômico, se não fosse trágico.


Jaime tenta vender a ideia de que "o povo não se vende". Pois é justamente para isso que existe a Justiça Eleitoral: para impedir que o voto seja comprado, manipulado ou corrompido por quem acha que pode tudo.


Ele acusa adversários de “tentarem ganhar no tapetão”. Tapetão? Tapetão é usar candidaturas fictícias para cumprir cota de gênero. Tapetão é usar dinheiro de forma ilegal. Não foi o adversário que cassou seu mandato, foi a Justiça. E como diria Sófocles: “A verdade é sempre o argumento mais forte.”


A carta ainda ameaça: “Se houver nova eleição, sou candidato de novo.” Já começou a sonhar alto, mesmo sabendo que pode ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Isso não é coragem; é desespero de quem viu o castelo de cartas desmoronar.


A pose de guerreiro que “venceu com coragem e suor” só engana quem esquece que o suor verdadeiro é o do trabalhador que pega no pesado, não o suor frio de quem teme a Justiça bater à porta.


Barroquinha sabe quem trabalhou? Sabe, sim. Sabe também quem enganou, quem fraudou, quem fez da democracia um balcão de negócios.


Por fim, a frase "Que Deus nos abençoe" é um apelo patético de quem tenta usar a fé alheia como escudo. Deus não abençoa fraude. Não abençoa corrupção. E muito menos abençoa políticos que se dizem “do povo” enquanto conspiram contra ele.


A democracia não é um brinquedo de quem perdeu no voto limpo e agora tenta posar de coitadinho. O povo merece respeito, não discursos melodramáticos.


Como dizia o pensador inglês Samuel Johnson: “A maior das fraudes é prometer o que não se pode cumprir.” E, neste caso, a fraude já foi confirmada.


E haja chororô em rede social!


Carlos Jardel