Enel Ceará quer formar 3 mil eletricistas por ano e trocar terceirizados por funcionários próprios - Revista Camocim

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terça-feira, 18 de junho de 2024

Enel Ceará quer formar 3 mil eletricistas por ano e trocar terceirizados por funcionários próprios


Dentro da estratégia de investir R$ 4,8 bilhões até 2026 em obras de infraestrutura de eletricidade, a Enel Distribuição Ceará pretende realizar melhorias no serviço prestado pela companhia. Segundo o presidente da empresa, José Nunes, a empresa quer formar 3,1 mil eletricistas por ano, com destaque para a capacitação de mulheres, e trocar terceirizados por funcionários próprios. 


As declarações foram dadas por José Nunes em entrevista para a Verdinha FM 92,5 durante o XII Seminário de Gestores Públicos — Prefeitos Ceará 2024, realizado entre a segunda (17) e a terça-feira (18) no Centro de Eventos do Ceará. 


O presidente da Enel Ceará mencionou que a companhia tem atuado para se aproximar de instituições de classe e do cliente pessoa física, além de criar núcleos de trabalho conjuntos para resolver gargalos e apontam melhorias. Toda essa atividade é embasada no que José Nunes chama de "programa de investimentos".


Tenho ido às instituições de classe e às lojas de atendimento, onde está o consumidor mais simples. Após a aproximação, temos criado núcleos de trabalho conjuntos com essas instituições para buscar essa aproximação e a agilidade na entrega. Tudo isso, se não tiver por trás o suporte de um programa de investimentos, não chegará muito longe. Estamos suportados por um programa que, nos próximos três anos, deve ser aproximado em R$ 5 bilhões.

José Nunes

Presidente da Enel Ceará


O montante a ser investido "tem como foco a melhoria da qualidade do fornecimento, a modernização do sistema elétrico, além de novas contratações" até 2026, afirmou José Nunes . A concessão da empresa é válida atualmente até 2028.


"A companha reforça que investiu, nos últimos seis anos, R$ 6,7 bilhões, principalmente em expansão da rede, conexão de novos clientes, novas tecnologias, adequação da infraestrutura e construção de novas subestações", completa a concessionária.


ELETRICISTAS MULHERES EM CAPACITAÇÃO


Um dos pontos de melhoria adotados pela Enel Ceará após críticas frequentes foi a gradativa substituição da mão de obra que atua em nome da empresa. José Nunes reforça que a maioria do público que trabalha para a companhia é terceirizado, situação que deve começar a mudar com o passar do tempo com o intuito de oferecer maior qualidade para os consumidores.


"O eletricista que trabalha em redes elétricas não é uma formação disponível no mercado. Estruturamos três centros de formação e treinamento, em parceria com a Fiec e com o Senai, com capacidade de formar 3,1 mil eletricistas por ano. Esse número será suficiente para as atividades da Enel, que estão sendo de alguma forma internalizadas novamente", pondera.


Temos quase 10,8 mil colaboradores terceirizados e pouco mais de 1 mil próprios. Começamos a rever estrategicamente algumas atividades. Uma delas é aquele atendimento emergencial. Quando falta energia que o consumidor entra em um canal digital ou faz uma ligação, chega um eletricista para atendê-lo, e esse eletricista passa a ser 100% colaborador da Enel. Ele terá uma formação e uma experiência mais robusta.

José Nunes


Sobre as ações da Enel Ceará para melhorar o serviço


Outra questão destacada pelo presidente da concessionária é de que as turmas de capacitação formaram mulheres eletricistas, algo incomum no mercado cearense. De acordo com José Nunes, é uma "quebra de paradigma com resultados animadores" e importantes para ampliar o profissionalismo feminino.


"Quando a gente chama um eletricista, mesmo que seja residencial, geralmente não se espera que seja uma mulher. Estamos falando também de eletricista de rede. O padrão como se trabalha nas redes elétricas mudou nos últimos anos. Hoje o eletricista trabalha em uma plataforma onde ele tem o controle, se coloca na altura da rede, não tem mais aquele esforço físico que tinha no passado, que isso de certa forma fazia com que a atividade fosse muito masculinizada", comenta.


Diário do Nordeste