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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Invasão e medo da extradição fazem Bolsonaro antecipar volta ao Brasil



O ex-presidente Jair Bolsonaro comunicou ao comando bolsonarista ligado ao PL que voltará dos Estados Unidos assim que superar a crise de obstrução intestinal que o levou à internação em Orlando. Os planos originais do ex-capitão eram de ficar fora do país por pelo menos um mês.


Bolsonaro, no entanto, foi convencido por seus filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro de que, diante da invasão à Praça dos Três Poderes por bolsonaristas radicais, os riscos que ele corre ao permanecer no exterior passaram a ser maiores do que os que pode enfrentar voltando ao Brasil.


Flávio e Eduardo temem que o pai seja extraditado ou expulso dos Estados Unidos. Pelo menos cinco deputados do partido democrata americano se manifestaram nas redes sociais nos últimos dias defendendo a extradição do ex-presidente — medida que só pode ser discutida a partir de um pedido do governo ou da Justiça brasileira.


O argumento dos filhos de Bolsonaro, apoiado por aliados do ex-presidente no PL, é de que o ex-capitão não pode arriscar-se a passar pelo constrangimento de retornar ao Brasil na condição de extraditado.


Melhor que volte pelas próprias pernas, ainda que corra o risco de acabar recebendo aqui uma ordem de prisão, que, acredita o comando bolsonarista, seria rapidamente revogada.


Antes a condição de vítima de perseguição da Justiça do que a de um brasileiro expulso dos Estados Unidos”, afirma um aliado.


O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, prometeu a Bolsonaro bancar seus custos com advogados e já colocou à disposição do ex-presidente uma banca de cinco profissionais liderada por Marcelo Bessa.


Outro argumento apresentado pelos filhos de Bolsonaro para convencer o pai a retornar ao Brasil foi de que os ataques terroristas de 8 de janeiro fortaleceram Lula e enfraqueceram o bolsonarismo.


O ex-presidente precisaria voltar ao país para “reorganizar a oposição antes que Lula acabe com ela”, como afirmou um integrante do PL.


Ontem, Bolsonaro afirmou à CNN que pretende voltar ao Brasil para resolver aqui seus problemas de saúde.


Pesquisa Quaest publicada hoje na Folha mostra que a popularidade Bolsonaro nas redes desceu ao seu pior nível em quatro anos depois da invasão à Praça dos Três Poderes. Num índice que vai de zero a 100, atingiu a marca de 21 pontos — antes da ação dos vândalos, estava na casa dos 40 pontos.



Reportagem de Thaís Oyama

📷 Alan Santos/PR


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