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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Dois dias após atos golpistas, Bolsonaro compartilha vídeo que questiona vitória de Lula e ataca TSE e STF

Mensagem divulgada pelo ex-presidente, apagada cerca de duas horas depois, afirma que o petista 'não foi eleito pelo povo'



O ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou em sua conta oficial no Facebook, na noite desta terça-feira, um vídeo que questiona a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito do ano passado e faz ataques ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF). A postagem que desacredita do sistema eleitoral brasileiro acontece dois dias depois dos atos golpistas em Brasília, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do próprio STF.


A mensagem ficou disponível no perfil do ex-presidente por cerca de duas horas, mas acabou excluída já depois da repercussão sobre o post. O conteúdo compartilhado trazia uma entrevista em que o procurador bolsonarista do Mato Grosso do Sul Felipe Gimenez afirma que Lula foi "escolhido pelo serviço eleitoral e pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral”. O vídeo era acompanhado de uma legenda onde se lia: "Lula não foi eleito pelo povo, ele foi escolhido e eleito pelo STF e TSE".





Desde os ataques aos três Poderes no último domingo, Bolsonaro vem sendo acusado de insuflar os radicais contra as instituições. O Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União chegou a pedir que o ex-presidente tivesse os bens bloqueados por conta do episódio.


Já o senador Renan Calheiros solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que Bolsonaro seja extraditado dos Estados Unidos, para onde viajou dois dias antes do fim do mandato para não ter de passar a faixa presidencial para Lula. Na noite desta terça-feira, após dar entrada em um hospital na Flórida com dores abdominais, Bolsonaro voltou para a mansão do ex-lutador José Aldo onde vem se hospedando.


Quem também está nos Estados Unidos é Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro e retirado do cargo de secretário de Segurança do Distrito Federal após os atos golpistas. Suspeito de ter sido conivente com a barbárie em Brasília, Torres teve a prisão decretada por Alexandre de Moraes nesta terça. Ele afirmou que voltará para o Brasil e se apresentará à Justiça.


A postagem do ex-presidente, posteriormente apagada, também vem em meio ao temor de que novas ofensivas bolsonaristas tomem a capital federal. Como revelou a jornalista Malu Gaspar, colunista do GLOBO, o governo Lula detectou novas ameaças golpistas e acionou o STF.


Convocada pelas redes sociais extremistas, sobretudo via Telegram, a “Mega Manifestação Nacional pela Retomada do Poder” está prevista para ocorrer em todas as capitais nesta quarta-feira, inclusive na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, palco dos protestos antidemocráticos de domingo. Até o momento, cerca de 1.500 envolvidos com os ataques do último fim de semana foram presos.


O Globo