Deputado diz que gastou R$ 2,6 milhões na campanha, mas comprovantes não estão disponíveis - Revista Camocim

Super promoção "Matrícula Premiada" do Colégio Future.

Super promoção "Matrícula Premiada" do Colégio Future.

26 de novembro: Show do Hungria em Camocim no Ilha Park

Colégio Future com matrículas abertas para 2023

Colégio Future com matrículas abertas para 2023

Clique na imagem e conheça os cursos preparatórios e apoio educacional


Clique na imagem e conheça os produtos







quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Deputado diz que gastou R$ 2,6 milhões na campanha, mas comprovantes não estão disponíveis



Derrotado na tentativa de ser reeleito deputado federal, Heitor Freire (União), oficialmente, não gastou nem R$ 1 no pleito deste ano, conforme o sistema público da Justiça Eleitoral para prestação de contas. O que chama atenção é que o político recebeu do partido R$ 2,6 milhões para promover a campanha.


Ao Diário do Nordeste, porém, o parlamentar dá outra versão e diz que o recurso foi gasto e que possivelmente há um erro no sistema da Justiça Eleitoral que ainda não atualizou as informações enviadas pela equipe dele.


Eleito pela primeira vez em 2018, o político surgiu, à época, na esteira do bolsonarismo. Após atritos com o presidente, Freire disputou a reeleição sem a força dos apoiadores do presidente no Estado. Ainda assim, o parlamentar obteve 48,8 mil votos, o que rendeu a ele a suplência no União Brasil.


O político presidia o PSL no Ceará, partido que abrigou Bolsonaro em 2018. Com a fusão entre a sigla e o DEM, Freire ficou sob a liderança partidária de Capitão Wagner, presidente do União Brasil. 


PRESTAÇÃO DE CONTAS


Conforme dados fornecidos pelo próprio político e disponíveis para consulta pública no sistema da Justiça eleitoral, Freire recebeu R$ 2,6 milhões do União Brasil. No mesmo portal de consulta, no entanto, não constam dados de gastos do político, mesmo após o prazo limite para a prestação de contas, em 1º de novembro. 


Na verdade, o montante de R$ 2,6 milhões consta como sobra de campanha, valor a ser devolvido para a União, em caso de recursos oriundo do Fundo Especial de Campanha Eleitoral (FEFC), ou para o partido, em caso de Fundo Partidário.


Mesmo no histórico de entregas, onde aparecem documentos enviados e assinados pela própria campanha do político, não constam os gastos – e sim a sobra – do montante.


Na página do candidato, há ainda notas fiscais eletrônicas de supostos serviços contratados pelo político, o acesso, contudo, não é possível para consulta pública.


RECURSOS GASTOS


Procurado pela reportagem, o político informou que “utilizou todo o montante recebido e as contas já foram prestadas”. “Deve estar havendo algum erro no sistema. Toda a prestação de contas foi devidamente apresentada dentro do prazo”, informou o político.


Questionado sobre possíveis documentos que comprovem os gastos, como notas fiscais, o político disse que está com os contadores e que as informações já foram prestadas à Justiça Eleitoral. 


Já o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), questionado sobre o possível erro alegado pelo candidato, informou apenas que o “processo de prestação de contas do candidato está em tramitação e, atualmente, em análise pela área técnica do TRE-CE”, informou a assessoria de imprensa do órgão. 


“Após parecer conclusivo, será remetido ao Ministério Público e, por fim, ao relator para decisão. Os dados e documentos são públicos e podem ser acessados no Sistema Divulgacandcontas”, concluiu.


Diário do Nordeste