Febre, dores e perda de paladar: por que sintomas da Covid podem ser fortes mesmo após a vacinação - Revista Camocim

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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Febre, dores e perda de paladar: por que sintomas da Covid podem ser fortes mesmo após a vacinação

De “simples” dor de cabeça até falta de ar, são vários os sintomas que a Covid tem causado em quem a contrai. Com a maioria imunizada com 3 doses, a população relaxou as medidas de prevenção, e muitos têm sido infectados pela 1ª vez, aos 2 anos de pandemia.


Mas por que ainda é possível ter sintomas mais fortes da doença mesmo com esquema vacinal e doses de reforço completos?


A importância da imunização contra a Covid é incontestável: desde que chegaram, as doses geraram uma queda significativa de internações e mortes pela doença no Ceará e no mundo. As vacinas, porém, como já é sabido, não barram as infecções – que têm sido aceleradas pelo relaxamento das medidas preventivas.


Com mais casos acontecendo, então, a probabilidade de haver quadros moderados a graves, com sintomas mais persistentes, também aumenta, como explica Lisandra Damasceno, infectologista do Hospital São José (HSJ).


O vírus não é inocente. As novas subvariantes da Ômicron que estão circulando no mundo são muito mais efetivas na transmissão. Por isso, vemos muitas pessoas com reinfecção e quem nunca havia se infectado está sendo agora.

LISANDRA DAMASCENO

Infectologista do Hospital São José


Lisandra explica que o retorno de sintomas como a perda de olfato e paladar “não significa que a cepa original, de Wuhan, esteja circulando”, mas que as cepas circulantes “podem, sim, acometer uma parte do sistema nervoso central”.


A médica alerta que as medidas não farmacológicas, como distanciamento e uso de máscaras, hoje tão negligenciadas, são as mais importantes para prevenir a transmissão. “Quanto mais permitimos que o vírus circule, mais ele consegue evoluir, se adaptar e infectar”, destaca.


"ME DERRUBOU COM FORÇA"

Quando a febre alta e as dores na lombar apareceram, o assistente de infraestrutura Eronilson Lemos, 31, “nem imaginou” que pudesse ser Covid. A própria médica que o atendeu apostou em dengue – mas, após o teste, o coronavírus se confirmou.


As dores eram tão fortes que eu mal conseguia me manter sentado, cheguei a perder o paladar por alguns dias e tive fortes tosses. Me derrubou com força.

ERONILSON LEMOS

31 anos


O cearense confessa que “não imaginava que, mesmo com as 3 doses da vacina, sentiria os sintomas de maneira tão intensa”. A recuperação, ele relata, “foi bem difícil”, e uma sequela persiste. “Ainda sinto dificuldade em realizar algumas atividades. Canso fácil.”


“Voltei a ter os cuidados que tinha no início da pandemia, confesso que tinha relaxado com a flexibilização do uso de máscaras. Mas após pegar a Covid, e por, mesmo recuperado, estar sentindo problemas de respiração, quero fugir às léguas de uma nova infecção”, diz.


“ME SENTI EM 2020 DE NOVO”


A dor de cabeça forte, após dia inteiro de trabalho intenso, até foi confundida com cansaço, mas não outra: depois de 2 anos “escapando” da Covid e com todas as medidas preventivas flexibilizadas, a jornalista Evelyn Barreto, 28, testou positivo para a doença.


Sob febre alta e “moleza” que castigavam, a jovem se isolou no quarto até completar 3 dias de sintomas: foi quando realizou um autoteste que já tinha em casa e obteve o diagnóstico.


Depois de 2 anos e 3 doses de vacina, positivei. Fiquei muito atenta aos sintomas, que eram o que mais me preocupava, e comecei a sentir uma variação deles.

EVELYN BARRETO

28 anos


A “variação” incluiu diversos efeitos: a febre e a dor de cabeça logo deram lugar a episódios de náuseas fortes, seguidas de dor de garganta e tosse, além de coriza. No 7º dia de doença, Evelyn ainda testava positivo. Ainda podia transmitir o coronavírus. Seguiu isolada.


“Eu não esperava que tivesse todos esses sintomas, mas justamente por estar vacinada, não me assustei em nenhum momento. Mas fiquei isolada por 10 dias, como se estivesse em abril de 2020 de novo. Foi bem cruel e difícil”, relembra.


A jovem conta que muitas amigas começaram a positivar para Covid no mesmo período. De um grupo de 10 meninas, ela estima, 8 contraíram a doença.


“Antes, eu não tinha mais nem tanta máscara em casa. Não tinha a mesma preocupação. Agora, tô sempre de máscara, inclusive no trabalho, só tiro pra comer. Tô atenta de novo. Voltei a usar máscara, álcool em gel sempre, pra não passar pela mesma situação”, alerta Evelyn.


Diário do Nordeste