Caso suspeito de varíola dos macacos no Ceará foi notificado em Fortaleza; paciente está isolado - Revista Camocim



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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Caso suspeito de varíola dos macacos no Ceará foi notificado em Fortaleza; paciente está isolado


O caso suspeito de varíola dos macacos no Ceará foi identificado em um residente de Fortaleza, segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). O paciente está em isolamento e segue monitorado pela pasta. A notificação foi confirmada, nesta segunda-feira (30), pelo Ministério da Saúde.


Conforme a Sesa, a pessoa com suspeita de infecção não teria viajado para os locais onde a doença já foi registrada ou contato com alguém contaminado. Detalhes sobre sintomas e outros ainda não foram repassados.


Apesar do surto na América do Norte e na Europa, a doença ainda não chegou oficialmente ao Brasil. Na sexta, o primeiro caso da América Latina foi confirmado. 


A pasta frisou que foram aplicadas todas a medidas recomendadas, incluindo a busca de contatos e a coleta de material para exames, que está em processamento. 


"Salientamos que, após investigação epidemiológica do caso, não foi identificado nenhum deslocamento para áreas em que foram confirmados casos e nem contato com pessoas com a doença. A principal suspeita diagnóstica é varicela", afirmou, em nota.

Além do Ceará, outro registro com indícios da infeção é investigado em Santa Catarina, totalizando dois casos suspeitos em todo o País. 


O que é a varíola dos macacos?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que a doença recebeu esse nome porque foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos mantidas para pesquisa, em 1958. Somente em 1970, foi detectada em humanos. A varíola dos macacos é causada pelo vírus monkeypox.


Apesar de ser da mesma família da varíola humana, o patógeno causador da doença dos macacos tem menor risco de complicações. Segundo a OMS, a enfermidade é encontrada na África Central e Ocidental, onde há florestas tropicais e os animais que podem transportar a doença.


Ocasionalmente, pessoas com varíola são identificadas em outros países, após viagens de regiões onde a varíola é endêmica. 


Quais os sintomas?


Segundo a OMS, os sintomas duram entre duas e quatro semanas, mas desaparecem por conta própria sem tratamento. A orientação é que as pessoas com os sinais descritos abaixo procurem orientação médica e comuniquem possível contato com alguém infectado. Veja os sintomas: 


Febre;

Dores de cabeça intensa, musculares e/ ou nas costas;

Baixa energia;

Linfonodos inchados;

Erupções cutâneas ou lesões.


Geralmente, a erupção se apresenta de um a três dias após o início da febre. As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, cheias de líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas, secar e cair.


Segundo o órgão, o número de lesões em uma pessoa pode variar de alguns a milhares. A erupção tende a se concentrar no rosto, palmas das mãos e solas dos pés. Eles também podem ser encontrados na boca, genitais e olhos.


Como se transmite?


A doença não se espalha facilmente, mas a transmissão ocorre através do contato com animais ou com a pessoas infectadas. No caso dos seres humanos, estudos apontam que o vírus é transmitido quando há interação física com pessoas que ainda estejam apresentando sintomas (entre duas e quatro semanas).


Até o momento, não está claro se assintomáticos podem espalhar o vírus. De acordo com a OMS, a erupção cutânea, os fluidos corporais (pus ou sangue de lesões na pele) e as crostas são infecciosos. Por isso, é necessário evitar o compartilhamento dos seguintes itens com os infectados:


Roupas;

Roupas de cama;

Toalhas;

Objetos como utensílios/pratos. 


Além disso, úlceras, lesões ou feridas na boca podem ser infecciosas, o que significa que a doença pode se espalhar pela saliva. As pessoas que interagem de perto com alguém que é infeccioso, incluindo profissionais de saúde, membros da família e parceiros sexuais, correm maior risco de infecção.


O vírus também pode se espalhar de uma pessoa grávida para o feto ou de um pai infectado para o filho durante ou após o nascimento por meio do contato de pele. 


Varíola dos macacos mata?


Segundo a OMS, os sintomas das pessoas contaminadas desaparecem por conta própria em algumas semanas. Entretanto, há casos mais graves que podem levar a complicações médicas e até a morte. O risco é maior para recém-nascidos, crianças e pessoas com deficiências imunológicas subjacentes.


As complicações de casos graves podem ser infecções de pele, pneumonia, confusão e infecções oculares que podem levar à perda de visão. Nos últimos tempos, a taxa de mortalidade de casos foi de cerca de 3 a 6%.


VACINA CONTRA VARÍOLA PROTEGE DA DOENÇA DOS MACACOS?


A OMS informou que as pessoas vacinadas contra a varíola no passado também terão alguma proteção contra a maioria dos casos da doença dos macacos. Portanto, a vacinação prévia contra a varíola pode resultar em uma doença mais leve. 


Diário do Nordeste