Sim, foi uma manifestação ordeira! Casos isolados não desconfiguram o propósito do evento . - Revista Camocim

Postagem em destaque

Comunicado do Colégio Future: confirme sua matrícula até o dia 13 de dezembro.

Diante da grande demanda, aqueles que não confirmarem a matrícula poderão perder a vaga reservada. CONFIRMAÇÃO DE MATRÍCULA 2023 Pedimos a t...

Super promoção "Matrícula Premiada" do Colégio Future.

Super promoção "Matrícula Premiada" do Colégio Future.

Colégio Future com matrículas abertas para 2023

Colégio Future com matrículas abertas para 2023

Clique na imagem e conheça os cursos preparatórios e apoio educacional


Clique na imagem e conheça os produtos







domingo, 13 de fevereiro de 2022

Sim, foi uma manifestação ordeira! Casos isolados não desconfiguram o propósito do evento .



Acompanhei a manifestação ocorrida na tarde deste domingo (13) em Camocim. Familiares e amigos do Jovem assassinado, do começo ao fim, durante todo trajeto, apenas pediram “justiça por Matheus”.  Muitos dos manifestantes choravam e rezavam. Aliás, em dois momentos todos rezaram a oração do Pai-Nosso, pois foi também um momento de fé na Justiça Divina. 


A respeito do que ocorreu em frente a casa do advogado Marcos Coelho, que advoga em defesa do policial que matou Matheus, obviamente, apesar de entender a dor de todos os familiares, da qual comungo, não posso concordar: o tio da vítima, Sargento Ésio, não deveria ter agido de tal forma [quebrou a janela do escritório do advogado]. E vale destacar: tal ato não estava prescrito nos objetivos dos que saíram para caminhar conclamando Justiça e paz. 


Em frente ao prédio da Delegacia Regional de Policia Civil, onde o ato foi finalizado — momento mais forte da manifestação —, ressalto: a família apenas pediu justiça! Um irmão do Matheus, que coordenou a caminhada, orientou, em bom-tom, para que todos os manifestantes, após o momento de reza, voltassem para suas casas em paz. 


Infelizmente, após a oração, arremessaram uma garrafa plástica descartável contra os polícias que resguardavam o prédio. Um policial atirou para o alto a fim de dispersar a multidão. Obviamente houve  principio de tumulto, tensão e correria. Ninguém saiu ferido, não houve prisões e nem uso da força por parte de ninguém. Os ânimos foram contidos na mais pura normalidade. 


Sim, houve falas revoltadas de familiares e amigos, mas dentro de um contexto completamente compreensível, dado o calor da emoção. 


Reforço: o arremesso do descartável, bem como a janela quebrada, foram casos isolados, não compactuados por quem conclamava por Justiça,  e tais incidentes foram/são incapazes de arranhar a integridade da justa manifestação, pacifica, ordeira e respeitosa. 


Carlos Jardel