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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Senador Sá: quando uma farra do gestor reflete a falta de compromisso com a população



A vida particular de seu ninguém não interessa a seu ninguém. A não ser que  a pessoa queira tornar público o que faz ou deixa de fazer. Sendo assim, uma vez jogada ao público, a vida dessa pessoa se torna objeto de análises, criticas, elogios e tudo mais que o sagrado direito de liberdade de expressão permita. 


Escanchado nessa premissa constitucional, me detenho no vídeo em que aparece o Bel Júnior, feliz da vida, numa farra no litoral do Piauí, na Praia de Atalaia — e até aí nada de errado! Farrear é bom, e quem pode, nos limites, deve! Porém,  essa não é a questão. A questão é o reflexo contextualizado da imagem: do prefeito farrista num cenário onde o seu governo deixa um triste lastro de situações mal resolvidas com os servidores públicos municipais.  Lembra do abono, Bel Júnior? 


O profissional da educação também quer farrear, colocar as contas em dia, comprar roupas, móveis,  viajar, beber cerveja e, quem sabe, registrar os momentos na câmera de um celular bacana para postar nas redes sociais.


O problema é que a insensibilidade do gestor municipal é maior que o desejo dos professores e o grande empecilho para isso acontecer, de tal modo que o vídeo em destaque se torna um insulto, deboche e sarro da cara dos servidores públicos. 


Existe um limite prudencial, por livre regra de caráter, onde a figura pública não pode exacerbar e sair por aí farreando enquanto sofrem aqueles que dependem de sua “canetada” para usufruírem daquilo que os direitos lhes assistem. 


Essa categoria de farra, Bel Júnior, pode até ser legal, mas é imoral, porque não reflete apenas sua cara de porre e seu comportamento gaiato, mas também a sua irresponsabilidade e a falta de compromisso com a população. 


A pergunta é curta e grossa: Bel Júnior pagará o abono dos professores ou dará farras como justificativas para não pagar? 


Carlos Jardel